Sinopse:
Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso temperado com doses maciças de comédia. Prepare-se para o universo de Will & Will. E para as pérolas de sabedoria que vão mudar a sua vida... Ou pelo menos aumentar seu número de curtidas no Facebook.
Em uma noite fria, em uma improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Um Will é amigo do mais expansivo gay da sua escola. O outro precisa explicar à própria mãe sua orientação sexual.
Mas, mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de proporções épicas.
Resenha: Antes de fazer a análise do livro
e falar os pontos fortes e fracos do livro, existem coisas que vocês
precisam saber sobre como este livro chegou até a minha prateleira.
Primeira, eu não sabia sobre o que o livro tratava exatamente;
Segundo, nunca li nenhum outro livro do David Levithan para ter como
base sobre a forma dele escrever; Terceiro, sou perdidamente
apaixonado pelos livros do John Green e finalmente por último: não
sabia que se tratava de um romance gay, o que na verdade não é o assunto principal do livro.
O último tópico do que vocês
precisavam saber é super importante, porque eu particularmente nunca
li um romance gay.
Como dito antes nunca li nenhum livro
do David Levithan, nunca li nenhum livro escrito em uma parceria, não
sei se o livro e inglês também foi escrito assim ou se foi a
editora Galera que o fez. Mas o fato é que o livro é visivelmente
escrito por pessoas completamente diferentes. A história pela
perspectiva do
Will Grayson Hétero, escrita pelo John Green, e a do
Will Grayson Gay, escrita pelo David Levithan. Afirmo isso por ter
lido os outros livros do John Green e conhecer o modo como ele
escreve. Os capítulos escritos pelo John Green, como tudo que ele
faz, contagia você desde o inicio, diferente dos capítulos escritos
pelo David, que tenho que confessar só ficaram bons na reta final do
livro. Mas em contra partida pode-se fazer uma análise do modo como
as histórias foram contadas em relação a personalidade de cada
Will. Um extremamente diferente do outro, que no final não são tão diferentes assim. Confesso também que tive um
pouco de dificuldade no começo para compreender os diálogos que
estavam nos capítulos do Will Gay, não estou na acostumado na
realidade no modo como eles foram feitos, eu gosto do parágrafo e travessão. (Mas não sei se isso é do
livro ou da editora. Eu li a versão da capa azul, se alguém leu o
livro em outra versão por favor me fale se também é assim.)
Vamos a história. Como disse nos
tópicos do primeiro parágrafo, eu não sabia que a história se
tratava de um romance gay. Mas depois que descobri que era, achei
como o nome do livro sugere, um romance entre Wills, mas não é. O
foco principal da história não um romance gay, apesar de um Will
ser. E se eu pudesse mudar o nome do livro, eu mudaria para Tiny
Cooper.
Gravem esse nome, Tiny Cooper. O melhor amigo do
Will Hétero,
e o cara pelo qual o
Will Gay se apaixona. Tiny é uma figura
presente há muito tempo na vida o Will Hétero, mas só entra na
vida do Will Gay após uma “brincadeira” da sua “amiga”
Maura. Maura se você for analisar é a grande desencadeadora da
trama do livro, porque foi graças a brincadeira de mal gosto dela,
que os Wills se encontraram, e por sequência, o Will Gay conheceu
Tiny Cooper.

O livro é surpreendente engraçado, principalmente
quando Tiny está presente. Surpeendente dramático quando o Will Gay
está presente. E surpeendente apaixonante quando o Will Hétero esta
presente.
Will Gay: Apesar do livro ser contado
nas perspectiva dos Wills, as histórias deles giram em torno do
Tiny. Tiny é o primeiro namorado do Will Gay, e a história deste no
livro, é o desencadear de situações após o início deste namoro. O
Will Gay utiliza remédios para conter sua depressão que vaza pelo
livro, mora com a sua mãe (mãe a qual nas poucas partes que aparece
também rouba a cena) em uma casa pobre e estuda numa escola no
subúrbio. Tem poucos amigos na escola e é um típico
autodepressiativo. Quando Tiny chega em sua vida, a perspectiva muda,
o modo como ele vê o mundo muda um pouco e os leitores conseguiram
perceber isso facilmente, pois os capítulos dele ficam muito mais
legais. O livro muda.
Will Hétero: Típico adolescente com
medo dos sentimentos. E como dito por ele mesmo “Tiny é o gay, mas
eu sou o sentimental.” Ele mora com os país (médicos, que nas
poucas aparições também roubam a cena), é o melhor amigo do Tiny
e se apaixona pela Jane, que tem um relacionamento complicado com um
cara, fato o qual dificulta a vida do Will. A trama deste Will, não
está muito relacionada ao seu romance com a Jane, mas sim com o fato
dele se sentir reprimido na relação de amizade com o Tiny. Ele
sente que tem de aguentar o Tiny que é completamente espalhafatoso e
com o seu tamanho rouba e chama atenção em qualquer lugar.
Os Wills se encontram numa sex shop, o
Will Gay chega lá engano pela Maura que se fingiu ser um cara e fez
com que o Will se apaixonasse por ele, o Will Hétero chega na sex
shop após ser barrado na entrada de um show e abandonado por Tiny e
Jane com uma identidade falsa. O Will Hétero decide que não ficará
com uma identidade falsa sem usa-la e entra na loja. O Will Gay vai
para lá achando que é uma lanchonete e ao chegar lá e vê que é uma
sex shop e já começa a desconfiar de algo, mas entra. Os dois Will se
encontram lá dentro e descobrem que tem o mesmo nome WIll Grayson.
E a partir deste momento de revelação as vidas deles mudam
completamente. E essa mudança é relacionada advinhe por quem? Exatamente, do Tiny, a mudança aparece graças ao Tiny que troca um Wil Grayson por outro.
O grande problema do livro é que
qualquer personagem co-protagonista, rouba facilmente o foco dos dois
personagens principais. Principalmente Tiny Cooper. Ah, o que dizer
deste personagem que acabo de conhecer e já considero tanto...
Tiny Cooper faz parte de um clube da
escola, Aliança Gay-Hétero, onde a única pessoa hétero do grupo e
Jane (Will não faz parte do clube), é engraçado, grande/forte/gordo, e
escritor do musical Tiny Dancer. A história do musical é a vida do
Tiny e a sua enorme lista de ex-namorados. O musical gera conflitos
durante a história (mas para o leitor tenho certeza que irá gerar muita risada com as músicas, como por exemplo no trecho "Houve um tempo de neblina Em que eu pensei gostar de vagina" ou "Nunca mais hei de voltar À estrada heterossexual nesta vida") mas no final é uma declaração sobre amizade e
amor. É como um resumo do que o livro pretendia passar. Tiny é o
elo entre todos os personagens principais (os Will, Jane e seus
amigos). Se eu pudesse fazer uma comparação, eu diria que o Tiny é
como o Sol e os Wills o planeta Terra, para nós a Terra é o mais
importante, mas sem o Sol não existiria vida. E por ter roubado o destaque do livro, eu posso até considerar o final do livro adequado.
Em suma o livro é bom, mas não é
como se sua vida fosse mudar completamente após a leitura. Mas é
uma leitura que pode mudar a sua vida dependendo da persperctiva. Foi
um livro que me fez rir e muito. E talvez por isso eu possa até ter
gostado, mas não é o tipo de livro que me faz ficar animado e falar
sobre ele por horas.
"Você gosta de alguém que não pode retribuir seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma que é impossível no caso do amor correspondido."