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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estreia: Cidades de Papel

Margo Roth Spiegelman é o milagre na vida de Quentin. E no decorrer da história de Cidades de Papel talvez você não entenderá o porque. Quando eu li o livro eu demorei para entender, e o filme provavelmente fará você refletir sobre sua história antes de você entender. Mas Margo Roth Spiegelman é um milagre mesmo isso sendo negado no final do filme.
O filme que conta com a narrativa do Quentin, conta como Margo Roth Spiegelman foi uma vaca (desculpa). A personagem da Cara, leva Quentin para dentro do seu grande mistério de existência, e ele bobo romântico entra de cabeça nessa aventura. 
O grande problema do filme na minha opinião é a Cara Delevingne que é mais modelo que atriz. Em alguns momentos falta o que a Margo deveria ter, apesar de ter a beleza quase cruel que a personagem merecia. Mas esse "problema" fica de lado quando ela atua com Nat Wolf, que com uma atuação simples convence na tela de que é uma adolescente comum de classe média.
O filme é lindo de morrer com frases marcantes, aventuras, romance, e muito humor. E o elenco secundário é tão importante e bom quanto um dos lados do "casal" principal e surpreendeu muito. E além de ter esse elenco jovem notável, o filme conta com diversas referências ao mundo da cultura pop (como por exemplo Game Of Thrones e Pokemon). Se Cidades de Papel já é tudo isso, uma participação especial no meio do filme vai agregar um valor ao filme.
Mas por favor, não vão assistir o filme esperando uma vero semelhança com o livro. Porque apesar de ter quase todo o livro ali, pelo o que me lembro do livro porque faz tempo que o li, o mais importante foi modificado. O final do filme nada tem de parecido com o do livro, não cheguei a conclusão de que isso foi bom ou ruim, mas tirou o meu pensamento de "Margo sua vaca" (desculpa de novo) da minha mente. No livro você meio que sente que o Quentin teve o coração quebrado pela Margo, já no filme não. O próprio John Green disse que o filme Cidades de Papel é de certa forma melhor que o livro Cidades de Papel, e acho que tenho de concordar com ele. Ao terminar a leitura do livro, eu fiquei sentindo falta de algo que não sei explicar o que era, mas quando o filme acabou senti que não faltou nada.
Cidades de Papel da conta com uma comédia dramática romântica transmitir uma mensagem positiva sobre amizade, descoberta, e entrega. Quem nunca entrou num relacionamento onde você se entregou mais que o outro? Quem depois de ter o coração partido não teve apoio de amigos? Quem nunca teve uma Margo Roth Spiegelman para quebrar o seu coração?

quarta-feira, 20 de maio de 2015

TOP 5: Livros para chorar

5- O Menino do pijama listrado


Livro arrebatador narra a forma a construção da amizade de Shmuel e Bruno. A construção da história e o efeito dominó dos fatos que levam até  o final trágico é incrível. O livro é simples, bem escrito e com acontecimentos fortes que abalam os sentimentos do leitor.




"Qual era a diferença, exatamente?, ele se perguntou. E quem decidia quem usava os pijamas e quem usava os uniformes?"




4- Diário de uma paixão


Nenhum top de livros para chorar está completo sem algum livro do Rei do drama Nicholas Sparks. Acho que qualquer livro dele poderia estar aqui, na verdade o top 5 poderia ser formado só de livros dele. Mas Diário de uma Paixão é quase um clássico do drama atual, e emociona como qualquer história de amor verdadeiro. Mas deixo a dica de leitura para Um Porto Seguro (resenha aqui) que é um livro mais completo e que também pode te fazer chorar.

"Entretanto tinha se apaixonado uma vez, uma única vez, muito tempo atrás; isso o mudara para sempre. O amor perfeito faz isso com as pessoas, e aquele tinha sido perfeito."

3- As vantagens de ser invisível

Eu tenho uma queda por personagens problemáticos que não sabem o que fazer e se descobre com outros personagens. O Charlie de As vantagens de ser invisível é assim, e sua narração simples e ingênua emociona qualquer um. O modo como ele se descobre, descobre seus sentimentos e o modo como ele ama, é simplesmente bonito. As páginas de seu diário irá você se apaixaonar a cada linha pelo Charlie, Sam e Patrick.

"Então essa é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."





2- Quem é você, Alasca?


Alasca Young é a personagem mais marcante do John Green. E o livro que leva o seu nome sem dúvidas é o melhor livro do autor. Cheio de filosofia sobre vida e morte e o que fazemos de nossas vidas, este livro tem um grande acontecimento que com toda certeza irá te fazer chorar. Talvez esse livro emocione apenas alguns, mas aqui cito outro livro do autor "a dor, ela precisa ser sentida."

"Você ama a garota que faz você rir, que vê filmes pornográficos e bebe com você. Mas não a garota tristonha, mal-humorada, maluca."





1- A menina que roubava livros

Em uma ficção sobre o holocausto, o fundo histórico do livro já é um banquete para se emocionar. O livro que é narrado pela morte e foi ,pelo menos para mim, o livro mais emocionalmente marcante. Os acontecimentos finais que chegam em forma de um desfile faz qualquer um chorar de soluçar (não que tenha acontecido comigo).

"Ousada e luminosa, a trilogia de felicidade perduraria por todo o verão e parte do outono. E, então, seria levada a um fim abrupto, porque o resplendor iluminou o caminho para o sofrimento.Tempos difíceis estavam por vir.Como um desfile."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha: O Teorema Katherine

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Resenha: O livro mais fraco do John Green, conta a história de Colin um projeto de criança prodígio que tem um trágico histórico de ex-namoradas e todas chamadas Katherines. Colin é um personagem muito fraco e não chega aos pés de Augustus ou do Miles de Quem é você, Alasca? e diferente dos outros livros do autor, O Teorema Katherine não tem bons personagens secundários. Hassan o melhor amigo, apesar de ser interessante pelo quesito religioso e por ter algumas boas frases, não chama atenção nenhuma. Lindsay talvez seja a que se salva, pois como pessoas reais é cheia de controversas. Colin que é o personagem principal agradará de certa forma mais o público masculino do que o feminino, porque ele ele tenta refletir o que leva uma garota a dar um pé na bunda de um cara. Ele cria até uma teoria intitulada Teoria da Minimização da Rejeição (TMR): "O ato de aproximar o rosto para beijar alguém, ou de perguntar se pode beijar alguém, carrega o risco da possibilidade de rejeição; assim, a pessoa menos propensa a ser rejeitada deveria fazer a aproximação do rosto ou a pergunta. E essa pessoa, pelo menos em relacionamentos heterossexuais no ensino médio, definitivamente é a garota. Pense bem: garotos, basicamente, querem beijar garotas. Ao passo que as garotas são basicamente inconstantes quando se trata desse negócio de beijo. Às vezes elas querem dar uns pegas; às vezes, não. Elas são uma fortaleza impenetrável de incognoscibilidade, na verdade." E no meu caso em especial, outro fato de Colin que me fez gostar dele apenas um pouco, é que assim como eu, ele adorar contar histórias. 

A história do livro é chata. A evolução de Colin ao lado de Hassan e Lindsay é morna. A única coisa realmente relevante na história que seria o fato do personagem ter namorado dezenove Katherines e todas sem exceção ter terminado com ele, vira plano de fundo quando deveria ser o principal. Eu particularmente só achei legal as partes que contavam as histórias dos seus términos e o momento em que ele resolve fazer teoremas para prever quem terminará um relacionamento. E só.

O maior ponto do livro, são as notas de rodapés existentes como se fosse um livro cientifico. Se você for amante de matemática, assim como eu, irá gostar de ser apresentado aos cálculos feitos por Colin para chegar no teorema perfeito. Além disso a nota do autor é engraça onde John Green diz que é fã de matemática "falo muito disso, penso muito nisso, mas não consigo colocar isso em prática". E apresenta Daniel Biss um matemático que o ajudou a realizar os cálculos e os teoremas do livro. E temos O apêndice onde Daniel Biss explica as contas e os teoremas, é bem interessante na verdade.

Ao concluir a leitura, diferente dos outros livros do John Green, você o acha aceitável e até previsível. É uma leitura satisfatória mas não reveladora. O livro é engraçadinho e tem umas sacadas históricas e científicas inteligentes que se perdem na história colher de mel. Talvez se ele tivesse escrito de outro modo o livro eu estaria em só elogios, porém é o que temos e infelizmente me deixou a desejar.

"Je pense que je t’ aime. “Acho que gosto de você.” Ou: “Acho que amo você.” O verbo francês aimer pode significar as duas coisas. E era por isso que ele gostava dela e ao mesmo tempo a amava."

sábado, 6 de dezembro de 2014

As capas de Quem é você, Alasca?

Um dia qualquer desses eu faço uma resenha sobre esse livro que sem dúvidas para mim é o melhor livro do John Green. O post de hoje é sobre as várias capas que esse livro tem, nem sei se todas são verdadeiras, mas a quantidade de capas que esse livro já recebeu não é brincadeira. Ele é o livro de estreia do John Green, e sua fama so chegou "agora" depois do sucesso que foi A culpa é das estrelas. E eu não entendo como Cidade de Papel passou na frente de Quem é você, Alasca? na escolha para adaptação cinematográfic. Ninguém sabe ou entende cem por cento Alasca Young, e nunca chegaremos  em qual capa é a mais bonita ou apropriada, mas ai vai as fotos das diversas capas do livro:

Tem essas aqui que eu particularmente nunca vi em nenhuma livraria...



  

Tem essa que acho é a mais conhecida pelos leitores e para aqueles ratos de livraria:

A minha favorita e a que eu tenho exemplar e que ainda tem duas versões mudando a grafia:


E tem a edição da intríseca que é a mais recente que eles lançaram esse ano com o apelido do querido Miles, que nas outras versões é Gordo, de Bujão. A capa é linda, ams mudar o nome do personagem é complicado:


E o que vocês acham? Qual é a capa mais bonita de Quem é você, Alasca?

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A culpa é das estrelas

Depois do post de ontem, aqui vem a crítica.

Com adaptação feita fielmente ao livro, o filme A culpa é das estrelas chega para tomar o posto de o filme queridinho do ano. Batalhando contra Angelina Jolie com Malévola e também contra o novo filme da franquia de X-man, a adaptação do livro do escritor John Green não têm nada ao que temer. É um filme que chegou para ficar e luta de igual para igual com esses gigantes.

A química entre Shailene Woodley e Ansel Elgort, que trabalharam juntos em Divergente, é evidente desde a primeira cena dos dois juntos no filme. E depois do primeiro jogo de palavras do casal, assim como no livro, você irá torcer por eles.

Diferente de muitas adaptações, a historia não acontece rapidamente naquela vontade de mostrar toda a história do livro. Ela acontece divagar, gradativamente, assim como o amor do casal. Amores impossíveis, conquistam as pessoas facilmente, mas diferente de todas as outras histórias, essa está fadada ao desfecho trágico. Talvez trágico seja uma palavra muito forte para usar, triste no mínimo. O filme não chega a beirar o trágico, a história apesar do tema pesado, morte e câncer, não foca nisso, o amor do casal protagonista nos conduz pela história com leveza.

Mas o casal não é o único a causar reações no cinema, Isaac (Nat Wolff) o amigo de Augustus, a própria mãe da Hazel (Laura Dern), o até então escritor favorito da Hazel, Peter Van Houten (Willem Dafoe) com um ar de Doutor House, também trazem para quem assiste sentimentos e situações que surpreende. Esses nomes, juntos com Ansel e Shailene, irão fazer vocês rirem, chorarem e ainda pedir bis.

Augustus, Isaac e Hazel em uma das várias cenas cômicas.

O filme também conta com uma ótima trilha sonora do gênero indie, que como dito no post anterior, tem Birdy e Ed Sheeran, nomes da música que com toda a certeza vocês ainda irão escutar.

O típico não tão típico filme romântico, conta com cenas lindas e marcantes. Com angustia de uma morte iminente, com o doce amor adolescente, além da narrativa da própria Hazel. Ao sair do cinema, todos terão a vontade de comprar outro ingresso e se aventurar no amor de Augustus Waters e Hazel Grace novamente.



Obs.: Minha única crítica é pelo fato de terem deixado o Peter Van Houten como o "vilão" da história. E não terem explicado que Anne do livro Uma aflição imperial era filha dele, e quando Hazel chegou a sua casa, ele não viu a Hazel e sim sua filha e por isso os tratou daquela forma. Outra coisa foi o fato de não terem mencionado a ex-namorada morta do Augustus, o que era importante para a mudança de olhar da Hazel em relação a eles.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estreia: A culpa é das estrelas


Sei que como jornalista, teria de fazer uma crítica impessoal, sem meus sentimentos expostos aqui. Mas não consigo, não nesse caso.

Cheguei bem antes do horário da sessão que pretendia assistir, com medo de se esgotar os ingressos, do filme segundo eu pensava o mais esperado do ano. Comprei meu ingresso e me sentem tomando um café preto num café que ficava na frente da saída do cinema. Quando as sessões de A culpa é das estrelas acabavam era fácil notar, porque pessoas saindo limpando suas lágrimas e com suas camisas escritas Okay chamavam a atenção. E eu pensava “Será que o filme é tão bom assim?” Eu li o livro um ou dois anos atrás, eu sabia a história, eu naquela tarde tinha acabado de reler e chorar relendo. Sabia o que esperar. Mas estava errado.

Entrei na sala trinta minutos antes do filme começar, e para o meu espanto a sala permaneceu vazia. O que é estranho, desde o grande sucesso do livro, todos em todas as redes sociais postam trechos do livro. Todo mundo comenta sobre a história. E na estreia o cinema vazio? Sem nenhum grande cartaz anunciando o filme? Achei super estranho.

O filme começou, Hazel Grace lindamente interpretada pela Shailene Woddley, com o seu humor comentando sobre os efeitos do câncer na vida das pessoas abre o filme. Ansel Elgort docemente interpretando Augustus Waters cativou o público no primeiro sorriso cafajeste no literal coração de Jesus. O filme cativou os poucos na sala.

Um pouco antes da metade do filme, onde Hazel tem uma recaída, muitos já estavam em lágrimas, e devo confessar eu também. A única pessoa talvez que não estava chorando era uma moça uma cadeira depois de mim, essa ria e ria da amiga do lado que também chorava. Mas não foi uma risada baixa que só quem estivesse no lado, que para o meu azar era eu, ouvisse. O cinema todo podia ouvir, e no meio de lágrimas a risada irritava. Tinha momentos em que a risada era obviamente inevitável, Augustus, Hazel e Isaac tiram risada fácil de você. No mesmo momento em que você chora, você ri. O filme é todo uma montanha russa de emoções.

Mas o final eminente da morte de alguém com câncer, paira o filme todo, e para quem não conhece a história, a grande vítima dessa doença surpreende por ser quem menos espera. Não estou aqui para contar spoiler do filme, apesar de saber que se você procurou esse post, já deve saber o final.

Enquanto eu e todos os outros chorávamos com o desfecho do filme, a moça ao meu lado ria. E eu abro uma reflexão aqui. Só quem tem um coração mole, que é o meu caso, ou quem tenha perdido alguém especial pro câncer, que também é o meu caso, ou simplesmente quem prestasse atenção no filme, que não era o caso da moça ao meu lado, seria capaz de se emocionar e ou chorar com o filme. Se você como eu, perdeu alguém especial, jovem e sonhador para o câncer, vai entender a dor. Vai senti-la, e aqui cito ipsis litteris do livro “Esse é problema da dor, ela precisa ser sentida.”

 
O filme é incrível ( e farei um post técnico sobre ele), emocionante e cativante. Com trilha sonora devidamente escolhida, desde a doce Birdy até o romântico Ed Sheeran. Os créditos que alguns minutos fica paralisado em um infinito de estrelas toca All Of The Stars do Ed Sheeran, e ao embalo da linda música, todos tirando a moça ao meu lado que saiu assim que o filme acabou, choraram e apreciaram a música, era capaz de ouvir cada um naquela sala chorando. E eles provavelmente também me ouviam. Nós sentíamos a dor, e a entendemos. E ao sair da sala após todos os créditos, todos, e agora posso dizer todos, com os rostos vermelhos de chorar, indo para o banheiro limpa-los... Por que essa é o tipo de história que com toda a certeza muda você. A capa do livro trás as seguintes palavras: "Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais" e é exatamente isso que irá acontecer.



terça-feira, 3 de junho de 2014

Resenha: Will & Will - Um nome, um destino


  Sinopse:

Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso temperado com doses maciças de comédia. Prepare-se para o universo de Will & Will. E para as pérolas de sabedoria que vão mudar a sua vida... Ou pelo menos aumentar seu número de curtidas no Facebook.

Em uma noite fria, em uma improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Um Will é amigo do mais expansivo gay da sua escola. O outro precisa explicar à própria mãe sua orientação sexual.

Mas, mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de proporções épicas.



 Resenha: Antes de fazer a análise do livro e falar os pontos fortes e fracos do livro, existem coisas que vocês precisam saber sobre como este livro chegou até a minha prateleira. Primeira, eu não sabia sobre o que o livro tratava exatamente; Segundo, nunca li nenhum outro livro do David Levithan para ter como base sobre a forma dele escrever; Terceiro, sou perdidamente apaixonado pelos livros do John Green e finalmente por último: não sabia que se tratava de um romance gay, o que na verdade não é o assunto principal do livro.

O último tópico do que vocês precisavam saber é super importante, porque eu particularmente nunca li um romance gay.

Como dito antes nunca li nenhum livro do David Levithan, nunca li nenhum livro escrito em uma parceria, não sei se o livro e inglês também foi escrito assim ou se foi a editora Galera que o fez. Mas o fato é que o livro é visivelmente escrito por pessoas completamente diferentes. A história pela perspectiva do Will Grayson Hétero, escrita pelo John Green, e a do Will Grayson Gay, escrita pelo David Levithan. Afirmo isso por ter lido os outros livros do John Green e conhecer o modo como ele escreve. Os capítulos escritos pelo John Green, como tudo que ele faz, contagia você desde o inicio, diferente dos capítulos escritos pelo David, que tenho que confessar só ficaram bons na reta final do livro. Mas em contra partida pode-se fazer uma análise do modo como as histórias foram contadas em relação a personalidade de cada Will. Um extremamente diferente do outro, que no final não são tão diferentes assim. Confesso também que tive um pouco de dificuldade no começo para compreender os diálogos que estavam nos capítulos do Will Gay, não estou na acostumado na realidade no modo como eles foram feitos, eu gosto do parágrafo e travessão. (Mas não sei se isso é do livro ou da editora. Eu li a versão da capa azul, se alguém leu o livro em outra versão por favor me fale se também é assim.)


Vamos a história. Como disse nos tópicos do primeiro parágrafo, eu não sabia que a história se tratava de um romance gay. Mas depois que descobri que era, achei como o nome do livro sugere, um romance entre Wills, mas não é. O foco principal da história não um romance gay, apesar de um Will ser. E se eu pudesse mudar o nome do livro, eu mudaria para Tiny Cooper. Gravem esse nome, Tiny Cooper. O melhor amigo do Will Hétero, e o cara pelo qual o Will Gay se apaixona. Tiny é uma figura presente há muito tempo na vida o Will Hétero, mas só entra na vida do Will Gay após uma “brincadeira” da sua “amiga” Maura. Maura se você for analisar é a grande desencadeadora da trama do livro, porque foi graças a brincadeira de mal gosto dela, que os Wills se encontraram, e por sequência, o Will Gay conheceu Tiny Cooper.


O livro é surpreendente engraçado, principalmente quando Tiny está presente. Surpeendente dramático quando o Will Gay está presente. E surpeendente apaixonante quando o Will Hétero esta presente.

Will Gay: Apesar do livro ser contado nas perspectiva dos Wills, as histórias deles giram em torno do Tiny. Tiny é o primeiro namorado do Will Gay, e a história deste no livro, é o desencadear de situações após o início deste namoro. O Will Gay utiliza remédios para conter sua depressão que vaza pelo livro, mora com a sua mãe (mãe a qual nas poucas partes que aparece também rouba a cena) em uma casa pobre e estuda numa escola no subúrbio. Tem poucos amigos na escola e é um típico autodepressiativo. Quando Tiny chega em sua vida, a perspectiva muda, o modo como ele vê o mundo muda um pouco e os leitores conseguiram perceber isso facilmente, pois os capítulos dele ficam muito mais legais. O livro muda.

  Will Hétero: Típico adolescente com medo dos sentimentos. E como dito por ele mesmo “Tiny é o gay, mas eu sou o sentimental.” Ele mora com os país (médicos, que nas poucas aparições também roubam a cena), é o melhor amigo do Tiny e se apaixona pela Jane, que tem um relacionamento complicado com um cara, fato o qual dificulta a vida do Will. A trama deste Will, não está muito relacionada ao seu romance com a Jane, mas sim com o fato dele se sentir reprimido na relação de amizade com o Tiny. Ele sente que tem de aguentar o Tiny que é completamente espalhafatoso e com o seu tamanho rouba e chama atenção em qualquer lugar.

Os Wills se encontram numa sex shop, o Will Gay chega lá engano pela Maura que se fingiu ser um cara e fez com que o Will se apaixonasse por ele, o Will Hétero chega na sex shop após ser barrado na entrada de um show e abandonado por Tiny e Jane com uma identidade falsa. O Will Hétero decide que não ficará com uma identidade falsa sem usa-la e entra na loja. O Will Gay vai para lá achando que é uma lanchonete e ao chegar lá e vê que é uma sex shop e já começa a desconfiar de algo, mas entra. Os dois Will se encontram lá dentro e descobrem que tem o mesmo nome WIll Grayson. E a partir deste momento de revelação as vidas deles mudam completamente. E essa mudança é relacionada advinhe por quem? Exatamente, do Tiny, a mudança aparece graças ao Tiny que troca um Wil Grayson por outro.

O grande problema do livro é que qualquer personagem co-protagonista, rouba facilmente o foco dos dois personagens principais. Principalmente Tiny Cooper. Ah, o que dizer deste personagem que acabo de conhecer e já considero tanto...


Tiny Cooper faz parte de um clube da escola, Aliança Gay-Hétero, onde a única pessoa hétero do grupo e Jane (Will não faz parte do clube), é engraçado, grande/forte/gordo, e escritor do musical Tiny Dancer. A história do musical é a vida do Tiny e a sua enorme lista de ex-namorados. O musical gera conflitos durante a história (mas para o leitor tenho certeza que irá gerar muita risada com as músicas, como por exemplo no trecho "Houve um tempo de neblina Em que eu pensei gostar de vagina" ou "Nunca mais hei de voltar À estrada heterossexual nesta vida") mas no final é uma declaração sobre amizade e amor. É como um resumo do que o livro pretendia passar. Tiny é o elo entre todos os personagens principais (os Will, Jane e seus amigos). Se eu pudesse fazer uma comparação, eu diria que o Tiny é como o Sol e os Wills o planeta Terra, para nós a Terra é o mais importante, mas sem o Sol não existiria vida. E por ter roubado o destaque do livro, eu posso até considerar o final do livro adequado.

Em suma o livro é bom, mas não é como se sua vida fosse mudar completamente após a leitura. Mas é uma leitura que pode mudar a sua vida dependendo da persperctiva. Foi um livro que me fez rir e muito. E talvez por isso eu possa até ter gostado, mas não é o tipo de livro que me faz ficar animado e falar sobre ele por horas.





"Você gosta de alguém que não pode retribuir seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma que é impossível no caso do amor correspondido."