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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resenha: A vida do livreiro A. J. Fikry


Sinopse: "Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.






Resenha: A vida do livreiro A. J. Fikry foi um achado. Escondido e valendo menos do que deveria, comprei ele por amor à primeira vista. E ao realizar a leitura, esse amor dobrou de tamanho. O livro conta a história de A. J. e do seu amor por livros, seu gosto literário é preciso "não gosto de pós-modernismo, ambientações pós-apocalípticas, narradores post mortem nem realismo mágico. [...] Acho ficção sobre o Holocausto ou qualquer outra grande tragédia mundial de mau gosto..." e assim vai.

O livro não é pretensioso, e nem é escrito de uma forma que particularmente me agrada. Mas ao chegar no final do livro eu entendi o porquê de ter sido difícil a leitura e não ter me agradado tanto o trajeto: A. J. ama contos, ele diz que contos é a mais elegante criação no universo da prosa, e cada capítulo do livro é escrito em forma de conto. E eu não sou o maior fã de contos.  E apesar de ser narrado em terceira pessoa, entra cada capítulo A. J. escreve m parágrafo para a filha e faz indicação de um conto para ela ler. Mas ao entender isso no final, me fez aceitar e colocar este livro entre os de leitura obrigatória para qualquer fã de livros.

Gabrielle Zevin faz no livro todo citações para outros livros, o que indica que ela é uma leitora fervorosa. Eu demorei para pegar o ritmo do livro e ao pegar não quis que ele acabasse. Mas o melhor sempre fica no final. E com mais citações literárias, e como em um ciclo ela termina o livro de uma forma que me agrada como leitor de romances.

Os personagens são cativantes, e suas histórias giram em torno do universo literário. A pequena família de A.J. são todos voltados para o mundo dos livros. A vida do livreiro A. J. Fikry antes de mais nada é uma declaração de amor aos livros.

Dividido em duas partes, o livro como todos que utilizam dessa técnica, já indicam que algo importante irá acontecer. Porém a sutileza e o humor presente em todo o livro não permite o leitor ter nenhuma ideia do que está por vir.

Se você é amante dos livros e ainda não leu o simplório A vida do livreiro A. J. Fikry está perdendo tempo, você irá mergulhar na vida do personagem principal e daqueles que o cercam. E já vá para a leitura sabendo que vocês tem algo em comum: Amam os livros. 








"Você descobre tudo que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?"
















(Livro 2 do desafio #50livros.)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Resenha: O restaurante no fim do universo

Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível. O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente "O Guia do Mochileiro das Galáxias", mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor. Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.


Resenha: Douglas Adams foi um marco na ficção científica, O Mochileiro das Galáxias é uma série que deveria fazer parte da lista de leitura obrigatória de todos. O restaurante no fim do Universo, é o segundo volume da série e conta a continuação da aventura de Arthur Dent pelo universo após o planeta terra ser destruído para construir uma via intergaláctica. O problema foi que Arthur descobriu que o planeta Terra não passava de um computador programado para descobrir a razão da vida, do universo e tudo mais e sem a terra eles nunca descobriam a pergunta fundamental. A resposta eles já sabem e é 42, sim um número é a resposta para a vida o universo e tudo mais, mas é resposta para qual pergunta?

Os livro do Douglas Adams são cheios de humor e ironia, e sua mente deve estar muito aberta para entrar afundo nas loucuras (ou não) do autor. E ele realmente viaja. Muito se fala da genialidade do Tolkien, do George R. R. Martin, C S Lewis e outros escritores de literatura fantástica, não desmerecendo, criar algo da sua mente algo que é certeza que é improvável é fácil, agora pensar no futuro em coisas que provavelmente acontecerão e de se aplaudir.

O livro vai e volta (no passado e no futuro) em acontecimentos e isso tem explicação. O restaurante no fim do Universo, está localizado em uma espécie de fenda temporal localizada no exato instante em que o universo terminará. Exatamente isso que estão lendo, e no instante em que o universo explodirá o restaurante muda de posição voltando ao passado.Arthur e seus amigos chegam lá ápos se encontrarem com ninguém menos do que o cara que rege o Universo (isso mesmo) e descobrem o porquê do universo não fazer sentido: o cara é um doido. Mas como citado no livro, só um doido que não queira governar o universo pode faze-lo.

Após passarem pela destruição do planeta terra, encontrar o homem que rege o universo e comerem uma vaca que foi criada para querer ser comida, os nossos personagens roubam uma nave no estacionamento do fim do universo e fogem. E descobrem que a nave faz parte de um show, e que ela se chocará com um sol, e na tentativa de escapar entram um teletransportador que leva Arthur e Ford para um lugar (no tempo e espaço) que você leitor nunca consiguirá pensar sem conhecer os livros. O livro, igual a nave Coração de Ouro (nave que os personagens realizam a viagem) é  uma série de improbabilidades infinitas.

Apesar de termos os personagens principais Arthur, Trillian, Ford e Zaphod, é o robô depressivo Marvin que é a marca registrada dessa obra. Em meio ao humor de Zaphod e o mal humor do Arthur, a tristeza de Marvin é cativante. E é sem dúvidas o meu personagem favorito.

Esse é o tipo de livro que você consegue realizar a leitura de uma vez só, e ele te prende de n maneiras. A série começou a ser escrita no final da década de setenta e é um fenômeno "nerd" por assim dizer, mas sem dúvida é uma leitura que agrada diferentes públicos. Você vai rir, se imprecionar e no fim vai querer urgentemente a continuação.


- O Guia do Mochileiro das Galáxias - disse por fim.

- O que é isso?

- Ah, é só uma coisa que e joguei no rio esta noite. Acho que é algo que não quero mais.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha: O Teorema Katherine

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Resenha: O livro mais fraco do John Green, conta a história de Colin um projeto de criança prodígio que tem um trágico histórico de ex-namoradas e todas chamadas Katherines. Colin é um personagem muito fraco e não chega aos pés de Augustus ou do Miles de Quem é você, Alasca? e diferente dos outros livros do autor, O Teorema Katherine não tem bons personagens secundários. Hassan o melhor amigo, apesar de ser interessante pelo quesito religioso e por ter algumas boas frases, não chama atenção nenhuma. Lindsay talvez seja a que se salva, pois como pessoas reais é cheia de controversas. Colin que é o personagem principal agradará de certa forma mais o público masculino do que o feminino, porque ele ele tenta refletir o que leva uma garota a dar um pé na bunda de um cara. Ele cria até uma teoria intitulada Teoria da Minimização da Rejeição (TMR): "O ato de aproximar o rosto para beijar alguém, ou de perguntar se pode beijar alguém, carrega o risco da possibilidade de rejeição; assim, a pessoa menos propensa a ser rejeitada deveria fazer a aproximação do rosto ou a pergunta. E essa pessoa, pelo menos em relacionamentos heterossexuais no ensino médio, definitivamente é a garota. Pense bem: garotos, basicamente, querem beijar garotas. Ao passo que as garotas são basicamente inconstantes quando se trata desse negócio de beijo. Às vezes elas querem dar uns pegas; às vezes, não. Elas são uma fortaleza impenetrável de incognoscibilidade, na verdade." E no meu caso em especial, outro fato de Colin que me fez gostar dele apenas um pouco, é que assim como eu, ele adorar contar histórias. 

A história do livro é chata. A evolução de Colin ao lado de Hassan e Lindsay é morna. A única coisa realmente relevante na história que seria o fato do personagem ter namorado dezenove Katherines e todas sem exceção ter terminado com ele, vira plano de fundo quando deveria ser o principal. Eu particularmente só achei legal as partes que contavam as histórias dos seus términos e o momento em que ele resolve fazer teoremas para prever quem terminará um relacionamento. E só.

O maior ponto do livro, são as notas de rodapés existentes como se fosse um livro cientifico. Se você for amante de matemática, assim como eu, irá gostar de ser apresentado aos cálculos feitos por Colin para chegar no teorema perfeito. Além disso a nota do autor é engraça onde John Green diz que é fã de matemática "falo muito disso, penso muito nisso, mas não consigo colocar isso em prática". E apresenta Daniel Biss um matemático que o ajudou a realizar os cálculos e os teoremas do livro. E temos O apêndice onde Daniel Biss explica as contas e os teoremas, é bem interessante na verdade.

Ao concluir a leitura, diferente dos outros livros do John Green, você o acha aceitável e até previsível. É uma leitura satisfatória mas não reveladora. O livro é engraçadinho e tem umas sacadas históricas e científicas inteligentes que se perdem na história colher de mel. Talvez se ele tivesse escrito de outro modo o livro eu estaria em só elogios, porém é o que temos e infelizmente me deixou a desejar.

"Je pense que je t’ aime. “Acho que gosto de você.” Ou: “Acho que amo você.” O verbo francês aimer pode significar as duas coisas. E era por isso que ele gostava dela e ao mesmo tempo a amava."

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Resenha: Starters, Sobreviver é apenas o começo

Sinopse: Callie perdeu os pais quando a Guerra dos Esporos varreus todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Beverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como Velho. Ele contrata adolescentes para alugar seus corpos aos Enders - idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver, concorda em ser uma doadora. Mas o que parecia ser a solução é apenas o começo de grandes descobertas... E Callie terá que lutar para tentar sobreviver.




Resenha: História habitada em Beverly Hills num Estados Unidos futorista, o livro conta a história de Callie, uma adolescente que junto com outros muitos ficaram orfãos após uma guerra de Esporos que matou todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Na época apenas Starters e Enders foram vacinados contra os esporos, se tornando os únicos sobreviventes. Divididos entre Starters (os jovens) e Enders (os velhos) vários conflitos acontecem na cidade. Starters sem pais vivem nas ruas contando com a própria sorte, enquanto os Enders utilizam de maneira exagerada de suas riquezas e poder. No meio disso tudo, Callie se encontra tentando sobreviver com o seu irmão mais novo e com o seu antigo vizinho Michael. A vida nas ruas é difícil, eles enfrentam frio, fome, e muitos outros perigos que são agravados quando Tyler se encontra doente. A única saída que Callie encontra é entrar para o banco de corpos, a Prime Destinations. A Prime é um empresa que aluga corpos do Starters para Enders que querem se divertir mas que a idade e condição física não permite, a medicina futurista aumentou a expectativa de vida para 200 anos. Esse aluguel acontece por meios de chips implantados na cabeça dos Starters, e as ondas cerebrais dos Enders são enviadas para esse chip, dando o poder de controlar o corpo dos Starters. Ao alugar o corpo de um Starter os Enders são proibídos de por em rico o corpo alugado, não podendo matar ninguém e nem ter relações sexuais.

O conflito do livro que desencadiará as tramas ocorridas, é o fato de a primeira Ender que alugou o corpo de Callie, Helena, ter alterado o seu chip. Helena o modifica para poder por o corpo de Callie em risco e o poder de matar outras pessoas. Helena é contra a Prime Destinations, sua neta Emma foi até a Prime para alugar o seu corpo e desapareceu. Ela é contra a sociedade em que vive, e acedita que os culpados devem ser mortos. Chega um momento em que Helena é desligada de Callie, e chega a hora dela continuar os planos da sua hospedeira. Porém, muita coisa é descoberta  e Callie não poderá confiar em ninguém.

Callie correrá risco de vida, lutará, se apaixonará, fugirá  e ainda sera presa. Tudo isso para proteger a todos e a si mesma. Mas ela vai descobrir que se manter viva e proteger aos que ama será cada vez mais difícil quando não se pode confiar em ninguém.

Starters é uma distopia incrível, narrada em primeira pessoa pela própria Callie. O início do livro não é tão envolvente quanto depois de um terço dele, porém ao decorrer da narração o livro vai ficando mais empolgante e vai te envolvendo em vários enventos de tirar o folego e com um final supreendente (realmente surpreendete é um dos finais mais surpreendentes que eu já li) irá fazer você amar esse livro. Callie é uma protagonista forte, que não mede esforços para sobreviver ou para salvar quem ela ama.


"Ouvi o som de alguém respirando. Dentro da minha cabeça.
Meu coração acelerou.
Menina Cal.
Fazia muito tempo que eu não ouvia aquela voz.
Quando os gaviões gritam, é hora de voar.
Meu pai? Minha cabeça começou a girar, mesmo que eu soubesse que não o veria. Os sons da multidão esmaeceram.
Blake sorriu para mim, com uma expressão curiosa.

- Você está bem?
Procurei dentro de mim mesma. Tentei aguçar os ouvidos, mas não escutei nada."

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Sinope: Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

 (A capa original é mil vezes mais bonita que a capa com base no filme)

Resenha: Antes de mais nada tenho de dizer que é uma leitura dura e difícil, não é fácil ler em cada página os horrores que desde que nasceu Kevin realizou. Eva e seu marido Franklin eram apaixonados, porém um queria filhos e o outro não. Ela tinha uma vida de empresária bem sucedida e viajava pelo mundo todo, não estava disposta a abrir mão de tudo para cuidar de filhos. Mas ao ver o relacionamento abalado, e com medo de perder o marido Eva resolve ter o primeiro filho, e assim nasceu Kevin. Ao narrar o nascimento do filho, Eva nos mostra como Kevin já nasceu odiando o mundo, ele demorou horas para nascer, e ao chegar ao mundo sem chorar não quis saber de mamar no peito da mãe. E ao decorrer do anos, o temperamento de Kevin só piorou. Mas Eva não fica atrás, ela não é o que feinimos como boa mãe: é impiedosa, sarcástica e com o drma de sua vida ficou armagurada. Mas não impede o fato de gostarmos da narradora, você se apaixona por eva pelos defeitos mais que pelas qualidades

Desde o início sabemos que Kevin irá realizar uma chacina, e o foco do livro não é o ato, mas o motivo que levou Kevin a fazer o que fez. Um dos grandes conflitos narrados pela mãe, é o fato do pai não ver do que o filho era capaz. E todo problema que o menino arranjava o pai defendia de uma forma cega. E os problemas foram muitos: Kevin fez o vizinho cair e se machucar de uma bicicleta; fez uma colega do primário que tinha uma doença de pele se coçar até sangrar o corpo todo; fez uma professora perder o emprego a acusando de abusos sexuais contra ele. A narrativa de Eva, nos mostra atos nojentos de Kevin, como por exemplo, se masturbar na frente da mãe. E o pior de tudo, ele jogou ácido no rosto da irmã fazendo ela perder um dos olhos.

Um ano após a matança que o filho realizou, Eva perdeu tudo, só sobrou um apartamento caindo aos pedaços e sem amigos e familiares por perto, a única coisa que resta para ela é visitar o filho na instituição para menores. Durantes as visitas, Eva descobre que o filho é um ídolo entre os menores lá dentro. Mas também quantas pessoas são capazes de matar onze pessoas com uma balastra e flechas? Kevin com suas roupas bem menores do que o número que realmente usa tem orgulho de dizer é o maior e mais jovem assassino de todos os tempos.

O fato ocorrido faz Eva registrar todos os massacres escolares dos últimos anos e chega a uma conclusão: nenhum foi tão quanto o realizado pelo seu filho. Kevin virou famoso e em uma das cartas escritas por Eva, ela relata que fizeram vários documentários sobre Kevin Khatchadourian, ou como ficou conhecido KK. E também fala sobre o último realizado, onde realizaram uma entrevista com ele, e nesse último ele diz que se não fosse ele a vida do país não seria nada, que todos amam ver, ouvir e julgar ele. Que todos deveriam agradecer a ele, e pagar o que várias produtoras ganharam em cima do que ele fez. E afirma não haver culpa e arrempedimentos. Mas quando a mãe pergunta ao filho o por quê de ser poupada para sofrer todas essas reviravoltas em sua vida? A resposta é prática e seca:
"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Porém, o pior (ou o melhor) do livro fica para o final. Nas últimas duas cartas, Eva nos mostra porque a família esta ausente, e dois anos depois de perder tudo Eva faz a última visita ao filho antes dele ser transferido para um presídio. Nessa última visita, ela pergunta o por quê dele ter feito o que fez, e ele responde pela primeira vez deixando a máscara no chão que não sabe se realmente sabia o porquê. E confirma que tudo que Eva desconfiou sendo como atitudes de Kevin era real, pois nesse último encontro ele devolve para ela a prótese do olho da irmã que retirou dela ao assassina-la. Kevin é um mostro, mas todos os monstros são humanos, e humanos tem sentimentos.

O que torna esse um livro grandioso é a forma com a autora consegue abordar o tema, sem necessesariamente colocar a culpa exclusivamente no assassino, ou sim. É um reflexão que ela deixa para o leitor, de quem é a culpa: da família? Da sociedade? Do assassino? De uma doença? ou simplesmente acontece?  Além disso, existe toda uma crítica para a nossa sociedade atual, Eva também reflete sobre os costumes das pessoas, como por exemplo, o hábito das pessoas de se meterem na vida das mulheres grávidas. Ela até diz mais ou menos que depois que a mulher fica gŕavida, as pessoas acham que ela e a criança são públicas.

Na última página, é revelando ainda mais, Kevin e Eva se perdoam pois entendem que ambos tiveram culpa no ocorrido. E Eva volta em fatos narrados nos primeiros capítulos, reflete sobre tudo o que viveu e escreveu e chega a conclusão que negou durante toda a narração, que apesar de Kevin ter feito tudo o que fez, ela o ama. Precisamos Falar Sobre O Kevin é um livro marcante e deve ser uma leitura obrigatória para todos.


"É só isso que eu sei. Que, no dia 11 de abril de 1983, nasceu-me um filho, e não senti nada. Mais uma vez, a verdade é sempre maior do que compreendemos. Quando aquele bebê se contorceu em meu seio, do qual se afastou com tamanho desagrado, eu retribuí a rejeição - talvez ele fosse quinze vezes menor do que eu, mas naquele momento, isso me pareceu justo. Desde então, lutamos um contra o outro, com uma ferocidade tão implacável que chego quase a admirá-la Mas deve ser possível granjear devoção quando se testa um antagonismo até o último limite, fazer as pessoas se aproximarem mais pelo próprio ato de empurrá-las para longe. Porque, depois de quase dezoito anos, faltando apenas três dias, posso finalmente anunciar que estou exausta demais e confusa demais e sozinha demais para continuar brigando, e, nem que seja por desespero, ou até por preguiça, eu amo meu filho."

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner: Correr ou Morrer!

(Foi muito difícil fazer essa resenha sem contar grandes spoilers) Na terceira semana seguida onde contava com estreias de filmes baseados em livros, primeiro veio Se Eu Ficar e depois O Doador de Memórias, chegou a vez de Maze Runner: Correr ou Morrer. O filme conta com um elenco jovem porém forte, entre os atores temos o Dylan O'brien (de Teen Wolf), Kaya Scodelario (de Skins), Will Poulter (de As Crônicas de Nárnia) e Thomas Sangster (de Game Of Thrones). Dylan e Kaya em particular são os novos queridinhos do público da tv em seus principais papeis, cada um na sua respectiva série, Kaya entre os fãs de livros foi disputada a tapa para o papel de Luce da saga Fallen, mas Maze Runner venceu. (todos os fãs de vários livros sonharam com a Kaya no elenco de possíveis adaptações) E se tinham alguma dúvida, agora não temos mais, Dylan e Kaya irão crescer muito como atores, são apostas para o futuro não tão longe.

Maze Runner narra fatos acontecidos num futuro após uma explosão solar ter destruído quase todo o planeta, e com a explosão foi desencadeado um vírus capaz de matar qualquer pessoa. Para descobrir uma cura, foi criado um projeto para estudar a mente de alguns humanos e buscar a cura. Para realizar esses testes, foram aprisionado no centro de um labirinto as pessoas selecionadas. O grupo que só contém garotos, passaram cerca de três anos presos até a chegada de Thomas (personagem do Dylan) que desencadeia todos os fatos ocorridos no filme. Esses garotos são jogados no labirinto sem memórias, lembrando só o próprio nome, e  passaram a viver em uma espécie de aldeia e começaram a mapear todo o labirinto sem achar uma saída. Na Clareira (o local onde eles moram) tem algumas regras para a sobrevivência do grupo, como por exemplo nunca entrar no labirinto quando quiser e nem sozinho. Thomas quebra as regras, e começa a descobrir muito mais do que os outros descobriram.


E todo mês um novo jovem e lançado na clareira onde montaram sua aldeia, mas algo está mudando e pouco tempo depois da chegada de Thomas, chega Teresa (personagem da Kaya) a primeira garota do grupo e diferente de todos os outros, Teresa reconhece Thomas. E com ela vem um bilhete "Ela será a última.Tudo vai Mudar." E realmente, após a chegada de Teresa, o filme fica eletrizante.


Conflitos dentro do labirinto são travados em todas as cenas, e tenho de admitir que fiquei a maioria do filme com a boca aberta. A ação não para em quase nenhum momento. E desde o primeiro minuto do filme os mistérios da história são desvendados, mas muitas perguntas ainda ficam após o filme acabar, o que irá ser narrado na próxima parte da história não faço ideia, mas teho certeza de que será genial. Apesar de sempre estarem correndo o risco de morrer, muitas mortes acontecem, mas nenhuma é de algum personagem principal ou cativante, as "grandes" mortes, como sempre ficam para o fim.

E igualmente a Se Eu Ficar e O Doador de Memórias, o final de Maze Runner é incrível e psicoticamente fabuloso e genial. (O que não irei comentar para não dar spoiler) Por favor, você não pode perder Maze Runner. E lembre-se: Cruel é bom.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Estreia: O Doador de Memórias




Filme baseado no livro de mesmo nome, escrito por Lois Lowry, é mais uma distopia onde o personagem principal, vai contra as regras de toda a sociedade e de seus líderes para buscar a verdade. Jonas, o personagem principal poderia ser mais um Katniss ou Beatrice da vida. Mas a história é cativante e fará você não conseguir comparar ele com outros heróis. Na comunidade de Jonas não existe doenças nem guerras, mas também não existe sentimentos e nem memórias do passado humano. E uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos, e agora esse papel é do Jonas.


O filme tem início em preto e branco (e muito além disso, é como as pessoas veêm tudo, preto e branco, sem diferenciação) e com uma narrativa do próprio Jonas explicando a sociedade futurística em que vive, ele conta sobre os costumes, regras e divisão social. Em relação a essa divisão social, ao chegar em uma certa idade, os jovens são destinados a cargos que terão pelo resto da vida. Na cerimônia Jonas é deixado por último, e ao ser comunicado sobre o seu cargo ele descobre que: Será um Recebedor de memórias, sua tarefa será difícil e logo é comunicado que sofrerá muita dor na nova tarefa que não será nada fácil. Até aqui eu estava achando muito parecido com divergente, mas depois tudo mudou.

Para conseguir cumprir sua tarefa como Recebedor de memórias, Jonas passa a ter um instrutor, eles tem um elo através de uma mancha de nascença (que eu não entendi muito bem como acontece). Ao aproximar as manchas de ambos, eles compartilham as memórias que foram retiradas de todos na sociedade.  Como nessa nova sociedade, as pessoas não têm memórias sobre o passado da população, e não têm nenhum tipo de emoção e vivem roboticamente na mão do governo, só uma pessoa na sociedade sabe de tudo o que acontece: o instrutor de Jonas, que é chamado de Doador, por doar para Jonas essas memórias do passado. E no momento em que eles começam a dividir essas memórias, Jonas começa a ver a verdade na sociedade e começa a pensar em como poderá acabar com o tipo de vida que levam (e é nesse momento o filme passa a ter cor, porque ele vê que existe diferenças.) É explicado que as memórias foram retiradas das pessoas para tornar todos iguais e evitar ódio, raiva, inveja e principalmente guerras.

As memórias dadas ao Jonas são um caso a parte, pois são lindas imagens de povos, culturas, religiões, costumes e personalidades. Por exemplo quando o Doador quer transmitir força para Jonas, ele dá para Jonas memórias do Nelson Mandela.

Outro recebedor já tinha passado pela sociedade antes de Jonas, essa recebedora a Rosemary, que é interpretada pela Taylor Swift (que tem poucas cenas, mas bem feitas com uma boa interpretação), porém ao ter acessos ás memórias de guerras ela desiste de ser uma recebedora. E ao desistir de sua tarefa, ela é morta (pelo menos é o que da para entender), pois todos que não conseguem cumprir suas tarefas são mortos. Mas Jonas ao receber todas as memórias do passado, se mantém forte e começa a lutar para libertar a sociedade, família e amigos. Mas seus planos são dificultados, quando a "vilã" interpretada pela Meryl Streep descobre os planos de Jonas e do Doador. Ela é a líder da comunidade, e faz de tudo possível para impedir seus planos. (Meryl é um caso a parte, ela na verdade não faz uma vilã, ela é uma protetora da sociedade que acha correta, e da uma certa humanização a personagem.)

O elenco coadjuvante, da um show, principalmente a Katie Holmes que interpreta Fiona, que é melhor amiga de Jonas e por quem ele se apaixona. Na reta final da trama a personagem cresce no filme, e enquanto Jonas corre para salvar todos, Fiona está na cadeira da morte por ter ajudado ele. E ainda falando do elenco, eu achei todo o elenco incrível, porém o ator que faz o Jonas fraco comparando com os outros.









Depois da metade do filme, muita coisa acontece, ação em cima de ação, o que consegue tirar o fôlego de quem assiste. O único defeito que eu tenho de citar é queo filme, que na série de acontecimentos fortes do final ele acaba do nada, quase bruscamente. Eu fui assistir esse filme sem saber nada, e sai querendo mais. Se você é fã de distopias, não poderá perder O Doador de Memórias.

sábado, 6 de setembro de 2014

Se Eu Ficar

Irei começar pelo fim (e desculpe o palavrão) "PUTA MERDA!" Foi o que eu mais pensei no filme e foi minha reação ao acabar o filme.

Baseado no livro de Gayle Forman de mesmo nome, Se Eu Ficar é estrelado por Chlöe Grace Moretz e Jamie Blackley. Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma prodigiosa musicista que vive a dúvida de ter que decidir entre a dedicação integral à carreira na famosa escola Julliard e aquele que tem tudo para ser o grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva.

O filme tem algumas partes narradas pela personagem que vai nos fazendo entrar em sua vida até um dia em que ela e o irmão tem as aulas canceladas e toda família decidi sair de carro, e dai vem o grande acidente que gera todo o filme. Após sofrer o acidente Mia é projetada e vê o desenrolar dos fatos como uma terceira pessoa sem interferir, ela se torna mais uma telespectadora da própria história. Ao desenrolar dos acontecimentos pós-acidente, Mia se vê analisando o passado para decidir se deve ou não continuar viva.

Nesse passado que nos aparece através de flashbacks, conhecemos a história de seus pais (um ex-roqueiro, e uma ex-ativista) que trocaram tudo para cuidar de seus dois filhos. Conhecemos seus amigos e o seu namorado Adam que é uma estrela do rock em ascensão. Esses flashbacks, de uma maneira quebra o drama do presente (quando algo do acidente nós faz chorar, a personagem nos leva ao passado em algum momento menos dramático que o atual.)

A atuação de todos é no geral muito satisfatória, porém como fã da Chlöe Grace Moretz devo dizer que a atuação dela não foi das melhores principalmente nas cenas no hospital. Mas ela tem aquele charme da boca entre aberta que eu amo e um grande elenco de apoio que ameniza o fato.
Outro ponto positivo no filme é a sua fotografia com cenas muito bonitas e a sua trilha sonora que é muito boa, porém não conhecida pelo grande público, e a única música que todos irão conhecer é uma versão de Halo da Beyoncé.


Particularmente, fui assistir esse filme esperando ser devastado igual aconteceu em A culpa é das estrelas. Isso não aconteceu, mas Se Eu Ficar me tirou boas lágrimas, principalmente na cena do avô da Mia no hospital que foi a cena mais emocionante do filme. Mas o pior (ou o melhor) é o final, que como disse foi "PUTA MERDA!" e apesar de ter ficado o filme todo com a sensação de estar faltando algo, me fez sair do cinema pedindo uma continuação.





"Se  vai viver ou morrer só depende de você."

sábado, 30 de agosto de 2014

Resenha: Anna e o Beijo Francês




Sinopse: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu envia-lá para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Étienne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 







Resenha: Anna é uma adolescente de dezessete anos que vive em Atlanta, tem sua mãe e seu irmão mais novo com que mora, sua melhor amiga Bridgette, um emprego em um cinema e um pretendente ao cargo de seu namorado, Toph. Ela sonha em continuar a trabalhar no cinema até acabar o ano e começar a faculdade de crítica do cinema. Mas seus planos são destruídos por seu pai, um famoso escritor egocêntrico que manda ela para estudar em colégio interno para norte americanos em Paris.

Anna odeia a mudança, ela está sendo deixada sozinha em uma cidade desconhecida que fala uma língua desconhecida. Mas chegar nos dormitórios do novo colégio, ela conhece Meredith, e já se tornam amigas. E depois de conhecer a Mer, ela conhece os amigos dela, Josh e Rashimi que são namorados e Étienne St. Clair o garoto mais bonito que ela já viu.

No começo do livro Anna, passa por dificuldades, primeiro por ser uma novata estudando no último ano, segundo por não saber a língua local (os alunos falam inglês por serem todos norte americanos, mas ela tem de aprender o francês para se comunicar além da escola), e ainda tem de lidar com um relacionamento a distância com a sua melhor amiga e com Toph. E para completar começa a nutrir sentimentos por St. Clair.

Étienne St. Clair tem vários problemas (1) ele namora; (2) é incrivelmente legal (3) Meredith apesar de amiga dele também o ama (4) Anna não pode te-lo. Mesmo que ele terminasse, Maredith estava lá primeiro, e na lógica de Anna, ela que tem o direito caso ele termine com Ellie.


Étienne é o tipo de garoto que toda garota deseja: é bonito, engraçado, inteligente, espirituoso, simpático e romântico.  E Anna sabe que está se apaixonando, porém ela se apega a esperança de ter um relacionamento com Toph quando voltar. Porém após o primeiro semestre St. Clair e Anna já são melhores amigos, ele a apresneta a Paris, a levando em vários pontos famosos da cidade e é ele que muda a vida dela em Paris quando conta que a cidade é famosa por seus inúmeros cinemas. Anna é apaixonada por filmes, principalmente os clássicos, e seu sonho é ser uma grande crítica de cinema. E passa a ir com muita frequência aos cinemas mais próximos.

A relação entre ela, e Étienne aumenta, porém uma série de eventos gera um conflito nessa amizade, que faz Anna questionar se eles poderiam ir além da amizade. E nás férias eles não param de se comunicar, o que aumenta o laço entre eles. E você como leitor vai torcer cada vez mais pelo casal como passar das páginas. Eles brigam a todo estante, e fazem as pazes na mesma velocidade, a cada dois passos para frente, um para trás é dado.

O livro mostra além dos conflitos de Anna e St. Clair, mostra também os conflitos dos personagens próximos a Anna, Josh e Rashimi estão brigando constantemente, Meredith é uma jogadora de futebol, St. Clair tem muitos problemas em casa, seu pai é uma espécie de monstro rico e influente e sua mãe é diagnosticada com câncer. Os conflitos com os novos amigos moldam Anna ao decorrer do livro, pois ela ainda está aprendendo a lidar com os novos amigos.

Anna e o Beijo Francês é narrado em primeira pessoa pela peronagem principal, e nos aprofunda de maneira correta nos sentimentos e conflitos de Anna. O livro é leve, bem humorado e ainda encontramos algumas palavras em francês. E como o romance de estreia da Stephanie Perkins, é um romance acolhedor e muito romântico. Seu personagens são cativantes, e os acontecimentos do livro são os tipos de acontecimentos que podem normalmente acotecer na vida real, levando em conta que acontecem em Paris. Anna se apaixonou perdidamente por Étienne na Cidade Luz, a cidade mais romântica do mundo, e você com toda certeza também irá se apaixonar; Você sabe o que é um Beijo Francês?



" - Se você pedir para te beijar, eu te beijo - diz ele.

Os dedos dele apertam a parte de dentro do meu pulso e arrebento em chamas.

- Beije-me - digo.
E ele me beija."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Resenha: Morte Súbita

 Sinopse: 

J.K. Rowling define Morte Súbita como uma "grande história sobre uma cidade pequena".
Assim são as grandes e boas histórias. Elas nos envolvem com personagens que vivem, por exemplo, nos limites de um pequeno vilarejo. Sem que possamos perceber, J.K. Rowling vai nos envolvendo com a história da cidade de Pagford e nos mostrando que ela reserva muitas e grandes surpresas.
Num primeiro momento, Pagford nos parece apenas uma pequena cidade, como outa qualquer, mas ela pode ser comparada ao nosso bairro, ou à cidade de cada um de nós. Pagford é o nosso mundo urbano, repleto de contadições e violências, e ainda perplexo com o poder e as armadilhas da internet. Nos reconhecemos em Pagford, em seus conflitos e no seu dia a dia. No entanto, naquela pequena cidade, a morte súbita de Barry Fairbrother provoca um abalo sísmico na vida de todos e de cada um. J.K. Rowling nos mostra que a vida da cidade e a de seus habitantes se equilibrava como peças de um dominó, postas de pé a contragosto. Barry Fairbrother estava no cobiçado lugar da primeira peça, aquela que não podia tombar. J.K. Rowling constrói um personagem principal ausente, movimentando a trama axatamente por não estar mais lá.
Morte Súbita é o primeiro romance de J.K. Rowling para adultos, e ele vem cercado de mistérios, intrigas, suspense e grandes revelações. A autora nos mostra, página a página, que as pessoas têm muitos, muitos segredos, e que todas elas reunidas são capazes de multiplicar e fazer explodir esses segredos.

Resenha: 

J.K. Rowling ficou conhecida pelo mundo todo por escrever a grandiosa e espetacular saga Harry Potter. Ela não precisava e não precisa provar o seu talento para ninguém. Mas ai ela vem com a notícia de um novo livro chamado "Morte Súbita". E esse livro só veio para confirmar o todos já sabiam, J.K. Rowling é uma grande escritora.

A história se passa no vilarejo Pagford, onde seus personagens vivem em uma harmonia disfarçada. Os morados de Pagford adoram dizer que são bons etc, mas como todos sabemos: Todo mundo tem algo a esconder. A morte de Barry Fairbrother desencadeou uma série de acontecimentos que transformou a vida em Pagford. E isso acho eu, é o mais legal do livro: pois tudo que aconteceu na história só se foi permitido pela morte de Barry.
"Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista."

O "slogan" de pretty little liars é: Nunca confie em uma garota bonita com segredos feios. O de Morte Súbita poderia ser: Nunca confie em ninguém. Fiz esse paralelo com pretty little liars, porque é um núcleo de história parecido: pessoas guardam segredos, alguém sabe o segredo e o espalha.

Morte Súbita nos mostra que todos temos segredos, e que quando esses segredos são revelados, podem mudar completamente as nossas vidas. E o aparecimento de cada segredo de cada personagem, afeta a vida de outro personagem, tornando isso um ciclo. O livro nos mostra diferentes pontos de vista da história, de acordo com cada personagem. É incrível o modo com a J.K. Rowling nos leva para o mais fundo do sub consciente de cada personagem, o que nos faz pensar que eles são reais, verdadeiros, humanos. E usando cada personagem a autora, aborda temas como: sexo, bullying, adultério, drogas, mentiras, auto mutilação, violência doméstica etc. E nos mostra também como as aparências podem enganar. E por fim o livro mostra que, em quando nós vivemos presos em nossos problemas, existem pessoas passando por dificuldades bem maiores. E que quando só focamos em nossos problemas, perdemos a oportunidade de ajudar alguém que precisa muito de uma ajuda. E com o decorrer da leitura não tem como você não se decidir em ser pró-Field ou contra Field.

Como todo livro, Morte Súbita tem os seu pontos fortes e fracos, dependendo do tipo de leitor que você é, vai chegar um momento em em que vai achar a história cansativa. Mas não pare a leitura, o livro vale a pena ser lido.

Adorei Morte Súbita apesar de achar muito exagerado o uso de palavões, e gostei também que o livro começa com uma morte e termina com mais uma morte. E que a primeira morte muda a vida de Pagford, digamos para pior, e que a segunda morte, fez a cidade inteira refletir sobre seus conceitos. Isso creio eu mostra como a morte pode transformar as pessoas. Morte Súbita é uma grande história de uma grande escritora.

P.S. eu gostaria de uma continuação, porque no final do livro eu senti falta de um final para alguns personagens.


"A verdadeira glória era ser quem a gente realmente é, mesmo quando se trata de uma pessoa cruel ou perigosa, aliás, especialmente nesses casos. É preciso ter coragem para não tentar disfarçar o animal que lhe calhou ser. Por outro lado, é preciso evitar fingir ser mais que o animal que você é."

*lembrando que a BBC junto com a HBO irão adaptar o livro para uma minisérie. E parte do elenco já foi escolhida.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A culpa é das estrelas

Depois do post de ontem, aqui vem a crítica.

Com adaptação feita fielmente ao livro, o filme A culpa é das estrelas chega para tomar o posto de o filme queridinho do ano. Batalhando contra Angelina Jolie com Malévola e também contra o novo filme da franquia de X-man, a adaptação do livro do escritor John Green não têm nada ao que temer. É um filme que chegou para ficar e luta de igual para igual com esses gigantes.

A química entre Shailene Woodley e Ansel Elgort, que trabalharam juntos em Divergente, é evidente desde a primeira cena dos dois juntos no filme. E depois do primeiro jogo de palavras do casal, assim como no livro, você irá torcer por eles.

Diferente de muitas adaptações, a historia não acontece rapidamente naquela vontade de mostrar toda a história do livro. Ela acontece divagar, gradativamente, assim como o amor do casal. Amores impossíveis, conquistam as pessoas facilmente, mas diferente de todas as outras histórias, essa está fadada ao desfecho trágico. Talvez trágico seja uma palavra muito forte para usar, triste no mínimo. O filme não chega a beirar o trágico, a história apesar do tema pesado, morte e câncer, não foca nisso, o amor do casal protagonista nos conduz pela história com leveza.

Mas o casal não é o único a causar reações no cinema, Isaac (Nat Wolff) o amigo de Augustus, a própria mãe da Hazel (Laura Dern), o até então escritor favorito da Hazel, Peter Van Houten (Willem Dafoe) com um ar de Doutor House, também trazem para quem assiste sentimentos e situações que surpreende. Esses nomes, juntos com Ansel e Shailene, irão fazer vocês rirem, chorarem e ainda pedir bis.

Augustus, Isaac e Hazel em uma das várias cenas cômicas.

O filme também conta com uma ótima trilha sonora do gênero indie, que como dito no post anterior, tem Birdy e Ed Sheeran, nomes da música que com toda a certeza vocês ainda irão escutar.

O típico não tão típico filme romântico, conta com cenas lindas e marcantes. Com angustia de uma morte iminente, com o doce amor adolescente, além da narrativa da própria Hazel. Ao sair do cinema, todos terão a vontade de comprar outro ingresso e se aventurar no amor de Augustus Waters e Hazel Grace novamente.



Obs.: Minha única crítica é pelo fato de terem deixado o Peter Van Houten como o "vilão" da história. E não terem explicado que Anne do livro Uma aflição imperial era filha dele, e quando Hazel chegou a sua casa, ele não viu a Hazel e sim sua filha e por isso os tratou daquela forma. Outra coisa foi o fato de não terem mencionado a ex-namorada morta do Augustus, o que era importante para a mudança de olhar da Hazel em relação a eles.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Resenha: Will & Will - Um nome, um destino


  Sinopse:

Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso temperado com doses maciças de comédia. Prepare-se para o universo de Will & Will. E para as pérolas de sabedoria que vão mudar a sua vida... Ou pelo menos aumentar seu número de curtidas no Facebook.

Em uma noite fria, em uma improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Um Will é amigo do mais expansivo gay da sua escola. O outro precisa explicar à própria mãe sua orientação sexual.

Mas, mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de proporções épicas.



 Resenha: Antes de fazer a análise do livro e falar os pontos fortes e fracos do livro, existem coisas que vocês precisam saber sobre como este livro chegou até a minha prateleira. Primeira, eu não sabia sobre o que o livro tratava exatamente; Segundo, nunca li nenhum outro livro do David Levithan para ter como base sobre a forma dele escrever; Terceiro, sou perdidamente apaixonado pelos livros do John Green e finalmente por último: não sabia que se tratava de um romance gay, o que na verdade não é o assunto principal do livro.

O último tópico do que vocês precisavam saber é super importante, porque eu particularmente nunca li um romance gay.

Como dito antes nunca li nenhum livro do David Levithan, nunca li nenhum livro escrito em uma parceria, não sei se o livro e inglês também foi escrito assim ou se foi a editora Galera que o fez. Mas o fato é que o livro é visivelmente escrito por pessoas completamente diferentes. A história pela perspectiva do Will Grayson Hétero, escrita pelo John Green, e a do Will Grayson Gay, escrita pelo David Levithan. Afirmo isso por ter lido os outros livros do John Green e conhecer o modo como ele escreve. Os capítulos escritos pelo John Green, como tudo que ele faz, contagia você desde o inicio, diferente dos capítulos escritos pelo David, que tenho que confessar só ficaram bons na reta final do livro. Mas em contra partida pode-se fazer uma análise do modo como as histórias foram contadas em relação a personalidade de cada Will. Um extremamente diferente do outro, que no final não são tão diferentes assim. Confesso também que tive um pouco de dificuldade no começo para compreender os diálogos que estavam nos capítulos do Will Gay, não estou na acostumado na realidade no modo como eles foram feitos, eu gosto do parágrafo e travessão. (Mas não sei se isso é do livro ou da editora. Eu li a versão da capa azul, se alguém leu o livro em outra versão por favor me fale se também é assim.)


Vamos a história. Como disse nos tópicos do primeiro parágrafo, eu não sabia que a história se tratava de um romance gay. Mas depois que descobri que era, achei como o nome do livro sugere, um romance entre Wills, mas não é. O foco principal da história não um romance gay, apesar de um Will ser. E se eu pudesse mudar o nome do livro, eu mudaria para Tiny Cooper. Gravem esse nome, Tiny Cooper. O melhor amigo do Will Hétero, e o cara pelo qual o Will Gay se apaixona. Tiny é uma figura presente há muito tempo na vida o Will Hétero, mas só entra na vida do Will Gay após uma “brincadeira” da sua “amiga” Maura. Maura se você for analisar é a grande desencadeadora da trama do livro, porque foi graças a brincadeira de mal gosto dela, que os Wills se encontraram, e por sequência, o Will Gay conheceu Tiny Cooper.


O livro é surpreendente engraçado, principalmente quando Tiny está presente. Surpeendente dramático quando o Will Gay está presente. E surpeendente apaixonante quando o Will Hétero esta presente.

Will Gay: Apesar do livro ser contado nas perspectiva dos Wills, as histórias deles giram em torno do Tiny. Tiny é o primeiro namorado do Will Gay, e a história deste no livro, é o desencadear de situações após o início deste namoro. O Will Gay utiliza remédios para conter sua depressão que vaza pelo livro, mora com a sua mãe (mãe a qual nas poucas partes que aparece também rouba a cena) em uma casa pobre e estuda numa escola no subúrbio. Tem poucos amigos na escola e é um típico autodepressiativo. Quando Tiny chega em sua vida, a perspectiva muda, o modo como ele vê o mundo muda um pouco e os leitores conseguiram perceber isso facilmente, pois os capítulos dele ficam muito mais legais. O livro muda.

  Will Hétero: Típico adolescente com medo dos sentimentos. E como dito por ele mesmo “Tiny é o gay, mas eu sou o sentimental.” Ele mora com os país (médicos, que nas poucas aparições também roubam a cena), é o melhor amigo do Tiny e se apaixona pela Jane, que tem um relacionamento complicado com um cara, fato o qual dificulta a vida do Will. A trama deste Will, não está muito relacionada ao seu romance com a Jane, mas sim com o fato dele se sentir reprimido na relação de amizade com o Tiny. Ele sente que tem de aguentar o Tiny que é completamente espalhafatoso e com o seu tamanho rouba e chama atenção em qualquer lugar.

Os Wills se encontram numa sex shop, o Will Gay chega lá engano pela Maura que se fingiu ser um cara e fez com que o Will se apaixonasse por ele, o Will Hétero chega na sex shop após ser barrado na entrada de um show e abandonado por Tiny e Jane com uma identidade falsa. O Will Hétero decide que não ficará com uma identidade falsa sem usa-la e entra na loja. O Will Gay vai para lá achando que é uma lanchonete e ao chegar lá e vê que é uma sex shop e já começa a desconfiar de algo, mas entra. Os dois Will se encontram lá dentro e descobrem que tem o mesmo nome WIll Grayson. E a partir deste momento de revelação as vidas deles mudam completamente. E essa mudança é relacionada advinhe por quem? Exatamente, do Tiny, a mudança aparece graças ao Tiny que troca um Wil Grayson por outro.

O grande problema do livro é que qualquer personagem co-protagonista, rouba facilmente o foco dos dois personagens principais. Principalmente Tiny Cooper. Ah, o que dizer deste personagem que acabo de conhecer e já considero tanto...


Tiny Cooper faz parte de um clube da escola, Aliança Gay-Hétero, onde a única pessoa hétero do grupo e Jane (Will não faz parte do clube), é engraçado, grande/forte/gordo, e escritor do musical Tiny Dancer. A história do musical é a vida do Tiny e a sua enorme lista de ex-namorados. O musical gera conflitos durante a história (mas para o leitor tenho certeza que irá gerar muita risada com as músicas, como por exemplo no trecho "Houve um tempo de neblina Em que eu pensei gostar de vagina" ou "Nunca mais hei de voltar À estrada heterossexual nesta vida") mas no final é uma declaração sobre amizade e amor. É como um resumo do que o livro pretendia passar. Tiny é o elo entre todos os personagens principais (os Will, Jane e seus amigos). Se eu pudesse fazer uma comparação, eu diria que o Tiny é como o Sol e os Wills o planeta Terra, para nós a Terra é o mais importante, mas sem o Sol não existiria vida. E por ter roubado o destaque do livro, eu posso até considerar o final do livro adequado.

Em suma o livro é bom, mas não é como se sua vida fosse mudar completamente após a leitura. Mas é uma leitura que pode mudar a sua vida dependendo da persperctiva. Foi um livro que me fez rir e muito. E talvez por isso eu possa até ter gostado, mas não é o tipo de livro que me faz ficar animado e falar sobre ele por horas.





"Você gosta de alguém que não pode retribuir seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma que é impossível no caso do amor correspondido."