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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Resenha: Maze Runner - Correr ou Morrer

Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.Resenha: Eu assisti ao filme antes de ler o livro, eu sabia o que me esperava. E mesmo assim foi uma leitura que valeu a pena.

 
Resenha: O primeiro livro da  série, Correr ou Morrer se passa todo dentro de um labirinto onde todo mês um novo garoto é enviado para dentro dele com toda a sua memória apagada. Porém ele começa quando o último garoto, Thomas é enviado, e a partir desse momento é que a vida de quem já morava lá dentro começa a mudar. Os garotos que se chamam de Clareanos por viverem em uma clareira no centro do labirinto vivem até até em então uma rotina de medo. E todos os dias Corredores são enviados para dentro do labirinto com a missão de desvenda-lo. Mas sempre antes da noite chegar eles voltam, pois com o escurecer chegam horrores misteriosos. Com a chegada de Thomas muitas coisas começam a mudar, e conflitos internos começam a atingir o convívio entre os garotos.
 
 
O primeiro grande erro, talvez, seja o fato do livro ser narrado em terceira pessoa. Porque em muito momentos o escritor se pega detalhando muito o que o Thomas sente (como é ter a memória apagada, o medo do labirinto, sentimentos internos etc) e isso seria melhor explorado em uma narração em primeira pessoa. Até porque, a história nunca sai do Thomas, então não tem a necessidade dela ser em terceira pessoa. Thomas ser o personagem principal e o livro ser em terceira pessoa não ajuda em nada. Como narrado em terceira pessoa você fica esperando saber o que está acontecendo com os outros Clareanos. Além de atrapalhar na hora de ter uma profundidade emocional, mas não no suspense.
 
Não sei se é porque eu sabia mais ou menos como a história seria por já ter visto o filme (provavelmente sim), muitas partes são enroladas e quase chegam a ser chatas. E o que salva os acontecimentos do livro, é o despertar da Teresa. Ela deixa o livro muito mais atrativo (ela e o Thomas tem uma habilidade muito foda que deveria ter sido explorada no filme).
 
A divisão da história em Correr ou Morrer tem um time muito bom. Os capítulos são do tamanho perfeito. O que para o momento em que você tem de parar a leitura ajuda muito. Os problemas que Thomas enfrenta no passar da história apesar de supostamente difíceis, eu achei que a solução se apresentava muito rápido e que o Thomas foi meio que um bad ass resolvendo. Mas que ao analisar o motivo dele ter sido enviado ao labirinto faz sentido.

O livro conta com vários mistérios para serem desvendados, e até o final conseguimos algumas respostas. Mas outras chegam para ocupar aquele lugar, o que é bom para uma história que conta com outros livros. E esses mistérios levam até a sequência de acontecimentos finais, que não parecem em nada com o filme, é de parar corações e vai te deixar "preciso do Prova de Fogo agora!"

Tenho certeza que se eu não tivesse visto o filme antes, teria sido uma outra leitura e muito melhor. Porque Maze Runner tem tudo o que um livro precisa para ser bom.








"Lembram-se do que a garota escreveu no braço antes de perder a memória? A única coisa a que ela decidiu se prender? CRUEL é bom."

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Resenha: O restaurante no fim do universo

Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível. O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente "O Guia do Mochileiro das Galáxias", mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor. Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.


Resenha: Douglas Adams foi um marco na ficção científica, O Mochileiro das Galáxias é uma série que deveria fazer parte da lista de leitura obrigatória de todos. O restaurante no fim do Universo, é o segundo volume da série e conta a continuação da aventura de Arthur Dent pelo universo após o planeta terra ser destruído para construir uma via intergaláctica. O problema foi que Arthur descobriu que o planeta Terra não passava de um computador programado para descobrir a razão da vida, do universo e tudo mais e sem a terra eles nunca descobriam a pergunta fundamental. A resposta eles já sabem e é 42, sim um número é a resposta para a vida o universo e tudo mais, mas é resposta para qual pergunta?

Os livro do Douglas Adams são cheios de humor e ironia, e sua mente deve estar muito aberta para entrar afundo nas loucuras (ou não) do autor. E ele realmente viaja. Muito se fala da genialidade do Tolkien, do George R. R. Martin, C S Lewis e outros escritores de literatura fantástica, não desmerecendo, criar algo da sua mente algo que é certeza que é improvável é fácil, agora pensar no futuro em coisas que provavelmente acontecerão e de se aplaudir.

O livro vai e volta (no passado e no futuro) em acontecimentos e isso tem explicação. O restaurante no fim do Universo, está localizado em uma espécie de fenda temporal localizada no exato instante em que o universo terminará. Exatamente isso que estão lendo, e no instante em que o universo explodirá o restaurante muda de posição voltando ao passado.Arthur e seus amigos chegam lá ápos se encontrarem com ninguém menos do que o cara que rege o Universo (isso mesmo) e descobrem o porquê do universo não fazer sentido: o cara é um doido. Mas como citado no livro, só um doido que não queira governar o universo pode faze-lo.

Após passarem pela destruição do planeta terra, encontrar o homem que rege o universo e comerem uma vaca que foi criada para querer ser comida, os nossos personagens roubam uma nave no estacionamento do fim do universo e fogem. E descobrem que a nave faz parte de um show, e que ela se chocará com um sol, e na tentativa de escapar entram um teletransportador que leva Arthur e Ford para um lugar (no tempo e espaço) que você leitor nunca consiguirá pensar sem conhecer os livros. O livro, igual a nave Coração de Ouro (nave que os personagens realizam a viagem) é  uma série de improbabilidades infinitas.

Apesar de termos os personagens principais Arthur, Trillian, Ford e Zaphod, é o robô depressivo Marvin que é a marca registrada dessa obra. Em meio ao humor de Zaphod e o mal humor do Arthur, a tristeza de Marvin é cativante. E é sem dúvidas o meu personagem favorito.

Esse é o tipo de livro que você consegue realizar a leitura de uma vez só, e ele te prende de n maneiras. A série começou a ser escrita no final da década de setenta e é um fenômeno "nerd" por assim dizer, mas sem dúvida é uma leitura que agrada diferentes públicos. Você vai rir, se imprecionar e no fim vai querer urgentemente a continuação.


- O Guia do Mochileiro das Galáxias - disse por fim.

- O que é isso?

- Ah, é só uma coisa que e joguei no rio esta noite. Acho que é algo que não quero mais.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha: O Teorema Katherine

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Resenha: O livro mais fraco do John Green, conta a história de Colin um projeto de criança prodígio que tem um trágico histórico de ex-namoradas e todas chamadas Katherines. Colin é um personagem muito fraco e não chega aos pés de Augustus ou do Miles de Quem é você, Alasca? e diferente dos outros livros do autor, O Teorema Katherine não tem bons personagens secundários. Hassan o melhor amigo, apesar de ser interessante pelo quesito religioso e por ter algumas boas frases, não chama atenção nenhuma. Lindsay talvez seja a que se salva, pois como pessoas reais é cheia de controversas. Colin que é o personagem principal agradará de certa forma mais o público masculino do que o feminino, porque ele ele tenta refletir o que leva uma garota a dar um pé na bunda de um cara. Ele cria até uma teoria intitulada Teoria da Minimização da Rejeição (TMR): "O ato de aproximar o rosto para beijar alguém, ou de perguntar se pode beijar alguém, carrega o risco da possibilidade de rejeição; assim, a pessoa menos propensa a ser rejeitada deveria fazer a aproximação do rosto ou a pergunta. E essa pessoa, pelo menos em relacionamentos heterossexuais no ensino médio, definitivamente é a garota. Pense bem: garotos, basicamente, querem beijar garotas. Ao passo que as garotas são basicamente inconstantes quando se trata desse negócio de beijo. Às vezes elas querem dar uns pegas; às vezes, não. Elas são uma fortaleza impenetrável de incognoscibilidade, na verdade." E no meu caso em especial, outro fato de Colin que me fez gostar dele apenas um pouco, é que assim como eu, ele adorar contar histórias. 

A história do livro é chata. A evolução de Colin ao lado de Hassan e Lindsay é morna. A única coisa realmente relevante na história que seria o fato do personagem ter namorado dezenove Katherines e todas sem exceção ter terminado com ele, vira plano de fundo quando deveria ser o principal. Eu particularmente só achei legal as partes que contavam as histórias dos seus términos e o momento em que ele resolve fazer teoremas para prever quem terminará um relacionamento. E só.

O maior ponto do livro, são as notas de rodapés existentes como se fosse um livro cientifico. Se você for amante de matemática, assim como eu, irá gostar de ser apresentado aos cálculos feitos por Colin para chegar no teorema perfeito. Além disso a nota do autor é engraça onde John Green diz que é fã de matemática "falo muito disso, penso muito nisso, mas não consigo colocar isso em prática". E apresenta Daniel Biss um matemático que o ajudou a realizar os cálculos e os teoremas do livro. E temos O apêndice onde Daniel Biss explica as contas e os teoremas, é bem interessante na verdade.

Ao concluir a leitura, diferente dos outros livros do John Green, você o acha aceitável e até previsível. É uma leitura satisfatória mas não reveladora. O livro é engraçadinho e tem umas sacadas históricas e científicas inteligentes que se perdem na história colher de mel. Talvez se ele tivesse escrito de outro modo o livro eu estaria em só elogios, porém é o que temos e infelizmente me deixou a desejar.

"Je pense que je t’ aime. “Acho que gosto de você.” Ou: “Acho que amo você.” O verbo francês aimer pode significar as duas coisas. E era por isso que ele gostava dela e ao mesmo tempo a amava."

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Resenha: O Morro Dos Ventos Uivantes



Sinopse: Clássico da literatura inglesa, a história do livro se passa em uma fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes, e nela nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos.








Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes é um livro difícil de ser lido, antes de conseguir lê-lo por completo eu o abandonei duas vezes. Talvez quando tentei ler pelas primeiras vezes, não era maduro o suficiente para o que a história nos mostra, outro fator talvez tenha sido que na época minhas leituras eram quase totalitárias de literatura fantástica. Mas eu li e é sem dúvida um dos meus livros favoritos.

A história é contada após o sr. Lockwood alugar uma propriedade do Heathcliff que se localiza próxima ao Morro dos Ventos Uivantes, e depois de conhecer o Heathcliff o sr. Lockwood fica curioso com a personalidade excêntrica dele. E começa a perguntar para sua empregada que trabalha ali e conhece Heathcliff desde criança sobre a sua história, e esta começa a narrar a vida Heathcliff, de como ele chegou ali e foi adotado, de como se apaixonou pela pequena Cathy, de como fugiu e de como voltou rico e se vingou de todos que o maltratou na infância.

Heathcliff é quase a Emily Thorne da literatura, com a diferença de não se esconder do inimigo. Ao ler o livro você sentirá uma mistura de amor e ódio por ele, e a mesma coisa para a Catherine. Esses dois formam um casal não casal, pois vivem entre o amor doentio e o ódio mortal, e ambos são personagens de personalidade forte, eles são tão semelhantes que se repelem. 

Quando criança ambos eram crianças "más" quebrando regras, desrespeitando os adultos, fugindo durante a noite em aventuras etc. E foi durante uma dessas aventuras que eles conheceram os Lintons, uma família que vivia na propriedade que no presente quem mora é o sr. Lockwood. Os Lintons tratam muito bem da Catherine, mas não deixam o Heathcliff entrar, e aí começa o grande drama da história. Após passar um tempo com os Lintons, quando voltou ao Morro dos Ventos Uivantes, Catherine é outra criança, educada, elegante e passa a despesar o amigo. 

Depois de várias humilhações e após ouvir Catherine dizendo que iria se casar com Edgar Linton, Heathcliff foge. Após anos ele volta  já rico, e aqueles que moravam no Morro estão na beira da falência, e Cathy está casada. Ele começa a se vingar de todos e acaba dono do Morro dos Ventos Uivantes mas sua vingança maior será contra Edgar e Catherine, e para se vingar ele se casa com a irmã mais nova de Edgar com quem ele tem um filho. Catherine também tem uma filha com Edgar. Tudo ali é na basa da vingança, mas quem se dá pior é a irmã de Edgar que se casou com Heathcliff metade por sentir atração por ele e metade para provocar o irmão e Cathy, acontece que após o casamento ela descobriu o monstro cruel que o marido é. E descobre que a única pessoa que ele é capaz de amar é Catherine.

O Morro dos Ventos Uivantes é uma história de um amor doentio ao extremo e cheio de mistérios. Ao passar uma noite no Morro dos Ventos Uivantes o sr. Lockwood nos narra ter visto o fantasma da Catherine. E deixa sub entendido, ou melhor existem análises do livro que afirmam que Heathcliff é um vampiro. O livro apesar de ter essas partes de mistério não é um livro de história sobrenatural, apesar de ter uma parte do livro que o personagem principal diz "Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue."

Para aqueles que gostam de romance, O Morro dos Ventos Uivantes tem a obrigação de ser lido, é o único romance da Emily Brontë e não se tornou um clássico atoa. O amor de Heathcliff e Catherine ultrapassa a morte e se realiza apenas na morte. Ele já sofreu várias adaptações para o cinema, e apesar de ser fã do livro, nunca tive curiosidade de assistir algum dos filmes. Mas se você foi o tipo de pessoa que não tem paciência para livros de romance, assista algum dos filmes, estou dando ênfase nisso porque não pode existir pessoas na Terra que não conheça e não perseguido Heathcliff através dos morros.


"Pois não foi a miséria, nem a degradação, nem a morte, nem algo que Deus ou Satanás pudessem enviar, que nos separou. Foste tu, de livre vontade, que o fizeste. Não fui eu que despedacei teu coração, foste tu própria. E, ao despedaçares o teu, despedaçaste o meu também. Tanto pior para mim, que sou forte e saudável. Se eu desejo continuar a viver? Que vida levarei quando… Oh! Meu Deus! Gostarias tu de viver com a alma na sepultura?"

sábado, 11 de outubro de 2014

Resenha: O Sangue do Olimpo

Sete meios-sangues responderão ao chamado.
 
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.

Um juramento a manter com um alento final,

E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Sinopse: Depois de enfrentarem as mais penosas missões, Percy Jackson e os outros tripulantes do Argo Dois ainda precisam encarar a pior delas: chegar a Atenas a tempo de impedir que Gaia, a Mãe Terra, desperte. Neste último volume da série Os Heróis do Olimpo, a Atena Partenos irá para oeste, enquanto o Argo Dois seguirá para leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os semideuses consiguirão vencer sozinhos um exército de gigantes e impedir uma guerra entre os acampamentos? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E, se Gaia despertar, será o fim.



Resenha: O Sangue do Olimpo é o desfecho da saga Os heróis do Olimpo, onde os meios-sangues gregos e romanos lutam contra todas as forças para impedir Gaia, a deusa inicial de acordar. O livro tem vários focos, de acordo com qual ponto de vista a história está sendo contada, temos nesse livro capítulos divididos entre Nico, Jason, Leo, Piper e Reyna. Isso mesmo, nada de ponto de vista de Percy ou Annabeth, o que deixou a desejar porque são os personagens que mais conhecemos e no final da saga eles não passaram de cadjuvantes no desfecho, e muitas vezes pareciam fracos e vulneráveis, isso se pode dar pelo tempo que ambos passaram nas profundesas do Tártaro no livro A Casa de Hades.

O último livro é marcado pelo final da viagem dos heróis, dos Estados Unidos até a terra antigas dos deuses: a Grécia antiga, ou mais especificamente Atena. Como todo mundo sabe, a vida de um meio-sangue não é fácil, e nessa viagem os sete escolhidos mais os outros três que os axiliaram (Nico, Reyna e o sátiro Treinador Hedge) passaram por muitas coisas, e o destino do planeta estão em suas mãos eles não podem falhar. No caminho até Atenas eles encontraram alguns deuses desde os grandes como Apolo e Ártemis, até deuses pequenos como a deus da vitória e a deusa das tempestades. E cada um deles lhes mostraram algo que auxiliaram a viagem deles e deram dicas de como tentar derrotar os gigantes filhos de Gaia. Mas todos alertaram que a profecia seria mantida e que um dos sete iriam morrer (Um juramento a manter com um alento final).

O livro é basicamente dividido em dois: contando o percurso dos integrates do navio Argo 2 e outro contando o caminho pelas sombras que Nico e Reyna fazem carregando a estátua da Atena Partenos para marcar a paz entre gregos e romanos. Cada um dos dois grupos enfrantaram perigos diferentes.

A grande novidade nesse livro é a participação de Reyna na história, a pretora romana. Que em Percy Jackson e os Olimpianos foi inimiga de Percy na ilha da Circe junto com sua irmã Hylla, na época elas eram ajudantes da bruxa, mas agora depois do ocorrido na ilha, Reyna virou uma pretora romana e Hylla virou rainha das Amazonas. Mas pra mim o que deixou o livro incrível foi Nico Di Angelo, o crescimento dele desde a primeira aparição dele é incrível, ele se descobre um peronagem cativantes.

Os demais já conhecemos e não há novidades, a não ser o bromance de Jason e Percy e a amizade de Piper com Annabeth e Hazel. E o tanto como todos os sete cresceram como heróis, eles se tornaram tanto individualmente como coletivamente fortes.

O livro conta com a volta de muitos personagens como Thalia Grace, e o final (que não irei contar!) é o melhor e uma ajuda que não esperava apareceu no momento exato. E o último parágrafo do livro é tipo AH MEUS DEUSES OBRIGADO mas não leia antes, não seja como eu.

Rick Riordan acertou em quase tudo, digo quase porque como ele prometeu na dedicatória do livro, deixou não poucos mais muitos mistérios sem respostas. Se isso quer dizer que poderemos ter mais livros, não sei. Entretanto, teve "falhas", coisas que eu achei que poderia ter sido melhor, mas quem sou eu para falar o que seria melhor? E como fã eu não aceito que acabe assim. Quero mais. 

Sete meios-sangues responderam ao chamado, consiguirão eles cumprir a missão de salvar a terra de Gaia?  Todos sairão vivos? Os acampamento sobreviverão? Qual será o destino de nossos heróis? Todas essas respostas respondidas em O Sangue do Olimpo. Mas outras tantas surgem e não são respondidas.

O livro é lançamento do mês, e por ser lançameto, não quero aprofundar no desenrolar da história para não contar spoilers para quem ainda não leu. O que posso fazer depois é um post review da saga toda, o que acham?  


 



"Mesmo ali, no entanto, eles estavam em território inimigo. Porque Gaia era a terra, e a terra tinha despertado."



"Os deuses do Olimpo desceram dos céus em suas bigas ao som de clarins e com espadas em chamas. "


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Resenha: Starters, Sobreviver é apenas o começo

Sinopse: Callie perdeu os pais quando a Guerra dos Esporos varreus todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Beverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como Velho. Ele contrata adolescentes para alugar seus corpos aos Enders - idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver, concorda em ser uma doadora. Mas o que parecia ser a solução é apenas o começo de grandes descobertas... E Callie terá que lutar para tentar sobreviver.




Resenha: História habitada em Beverly Hills num Estados Unidos futorista, o livro conta a história de Callie, uma adolescente que junto com outros muitos ficaram orfãos após uma guerra de Esporos que matou todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Na época apenas Starters e Enders foram vacinados contra os esporos, se tornando os únicos sobreviventes. Divididos entre Starters (os jovens) e Enders (os velhos) vários conflitos acontecem na cidade. Starters sem pais vivem nas ruas contando com a própria sorte, enquanto os Enders utilizam de maneira exagerada de suas riquezas e poder. No meio disso tudo, Callie se encontra tentando sobreviver com o seu irmão mais novo e com o seu antigo vizinho Michael. A vida nas ruas é difícil, eles enfrentam frio, fome, e muitos outros perigos que são agravados quando Tyler se encontra doente. A única saída que Callie encontra é entrar para o banco de corpos, a Prime Destinations. A Prime é um empresa que aluga corpos do Starters para Enders que querem se divertir mas que a idade e condição física não permite, a medicina futurista aumentou a expectativa de vida para 200 anos. Esse aluguel acontece por meios de chips implantados na cabeça dos Starters, e as ondas cerebrais dos Enders são enviadas para esse chip, dando o poder de controlar o corpo dos Starters. Ao alugar o corpo de um Starter os Enders são proibídos de por em rico o corpo alugado, não podendo matar ninguém e nem ter relações sexuais.

O conflito do livro que desencadiará as tramas ocorridas, é o fato de a primeira Ender que alugou o corpo de Callie, Helena, ter alterado o seu chip. Helena o modifica para poder por o corpo de Callie em risco e o poder de matar outras pessoas. Helena é contra a Prime Destinations, sua neta Emma foi até a Prime para alugar o seu corpo e desapareceu. Ela é contra a sociedade em que vive, e acedita que os culpados devem ser mortos. Chega um momento em que Helena é desligada de Callie, e chega a hora dela continuar os planos da sua hospedeira. Porém, muita coisa é descoberta  e Callie não poderá confiar em ninguém.

Callie correrá risco de vida, lutará, se apaixonará, fugirá  e ainda sera presa. Tudo isso para proteger a todos e a si mesma. Mas ela vai descobrir que se manter viva e proteger aos que ama será cada vez mais difícil quando não se pode confiar em ninguém.

Starters é uma distopia incrível, narrada em primeira pessoa pela própria Callie. O início do livro não é tão envolvente quanto depois de um terço dele, porém ao decorrer da narração o livro vai ficando mais empolgante e vai te envolvendo em vários enventos de tirar o folego e com um final supreendente (realmente surpreendete é um dos finais mais surpreendentes que eu já li) irá fazer você amar esse livro. Callie é uma protagonista forte, que não mede esforços para sobreviver ou para salvar quem ela ama.


"Ouvi o som de alguém respirando. Dentro da minha cabeça.
Meu coração acelerou.
Menina Cal.
Fazia muito tempo que eu não ouvia aquela voz.
Quando os gaviões gritam, é hora de voar.
Meu pai? Minha cabeça começou a girar, mesmo que eu soubesse que não o veria. Os sons da multidão esmaeceram.
Blake sorriu para mim, com uma expressão curiosa.

- Você está bem?
Procurei dentro de mim mesma. Tentei aguçar os ouvidos, mas não escutei nada."

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Sinope: Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

 (A capa original é mil vezes mais bonita que a capa com base no filme)

Resenha: Antes de mais nada tenho de dizer que é uma leitura dura e difícil, não é fácil ler em cada página os horrores que desde que nasceu Kevin realizou. Eva e seu marido Franklin eram apaixonados, porém um queria filhos e o outro não. Ela tinha uma vida de empresária bem sucedida e viajava pelo mundo todo, não estava disposta a abrir mão de tudo para cuidar de filhos. Mas ao ver o relacionamento abalado, e com medo de perder o marido Eva resolve ter o primeiro filho, e assim nasceu Kevin. Ao narrar o nascimento do filho, Eva nos mostra como Kevin já nasceu odiando o mundo, ele demorou horas para nascer, e ao chegar ao mundo sem chorar não quis saber de mamar no peito da mãe. E ao decorrer do anos, o temperamento de Kevin só piorou. Mas Eva não fica atrás, ela não é o que feinimos como boa mãe: é impiedosa, sarcástica e com o drma de sua vida ficou armagurada. Mas não impede o fato de gostarmos da narradora, você se apaixona por eva pelos defeitos mais que pelas qualidades

Desde o início sabemos que Kevin irá realizar uma chacina, e o foco do livro não é o ato, mas o motivo que levou Kevin a fazer o que fez. Um dos grandes conflitos narrados pela mãe, é o fato do pai não ver do que o filho era capaz. E todo problema que o menino arranjava o pai defendia de uma forma cega. E os problemas foram muitos: Kevin fez o vizinho cair e se machucar de uma bicicleta; fez uma colega do primário que tinha uma doença de pele se coçar até sangrar o corpo todo; fez uma professora perder o emprego a acusando de abusos sexuais contra ele. A narrativa de Eva, nos mostra atos nojentos de Kevin, como por exemplo, se masturbar na frente da mãe. E o pior de tudo, ele jogou ácido no rosto da irmã fazendo ela perder um dos olhos.

Um ano após a matança que o filho realizou, Eva perdeu tudo, só sobrou um apartamento caindo aos pedaços e sem amigos e familiares por perto, a única coisa que resta para ela é visitar o filho na instituição para menores. Durantes as visitas, Eva descobre que o filho é um ídolo entre os menores lá dentro. Mas também quantas pessoas são capazes de matar onze pessoas com uma balastra e flechas? Kevin com suas roupas bem menores do que o número que realmente usa tem orgulho de dizer é o maior e mais jovem assassino de todos os tempos.

O fato ocorrido faz Eva registrar todos os massacres escolares dos últimos anos e chega a uma conclusão: nenhum foi tão quanto o realizado pelo seu filho. Kevin virou famoso e em uma das cartas escritas por Eva, ela relata que fizeram vários documentários sobre Kevin Khatchadourian, ou como ficou conhecido KK. E também fala sobre o último realizado, onde realizaram uma entrevista com ele, e nesse último ele diz que se não fosse ele a vida do país não seria nada, que todos amam ver, ouvir e julgar ele. Que todos deveriam agradecer a ele, e pagar o que várias produtoras ganharam em cima do que ele fez. E afirma não haver culpa e arrempedimentos. Mas quando a mãe pergunta ao filho o por quê de ser poupada para sofrer todas essas reviravoltas em sua vida? A resposta é prática e seca:
"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Porém, o pior (ou o melhor) do livro fica para o final. Nas últimas duas cartas, Eva nos mostra porque a família esta ausente, e dois anos depois de perder tudo Eva faz a última visita ao filho antes dele ser transferido para um presídio. Nessa última visita, ela pergunta o por quê dele ter feito o que fez, e ele responde pela primeira vez deixando a máscara no chão que não sabe se realmente sabia o porquê. E confirma que tudo que Eva desconfiou sendo como atitudes de Kevin era real, pois nesse último encontro ele devolve para ela a prótese do olho da irmã que retirou dela ao assassina-la. Kevin é um mostro, mas todos os monstros são humanos, e humanos tem sentimentos.

O que torna esse um livro grandioso é a forma com a autora consegue abordar o tema, sem necessesariamente colocar a culpa exclusivamente no assassino, ou sim. É um reflexão que ela deixa para o leitor, de quem é a culpa: da família? Da sociedade? Do assassino? De uma doença? ou simplesmente acontece?  Além disso, existe toda uma crítica para a nossa sociedade atual, Eva também reflete sobre os costumes das pessoas, como por exemplo, o hábito das pessoas de se meterem na vida das mulheres grávidas. Ela até diz mais ou menos que depois que a mulher fica gŕavida, as pessoas acham que ela e a criança são públicas.

Na última página, é revelando ainda mais, Kevin e Eva se perdoam pois entendem que ambos tiveram culpa no ocorrido. E Eva volta em fatos narrados nos primeiros capítulos, reflete sobre tudo o que viveu e escreveu e chega a conclusão que negou durante toda a narração, que apesar de Kevin ter feito tudo o que fez, ela o ama. Precisamos Falar Sobre O Kevin é um livro marcante e deve ser uma leitura obrigatória para todos.


"É só isso que eu sei. Que, no dia 11 de abril de 1983, nasceu-me um filho, e não senti nada. Mais uma vez, a verdade é sempre maior do que compreendemos. Quando aquele bebê se contorceu em meu seio, do qual se afastou com tamanho desagrado, eu retribuí a rejeição - talvez ele fosse quinze vezes menor do que eu, mas naquele momento, isso me pareceu justo. Desde então, lutamos um contra o outro, com uma ferocidade tão implacável que chego quase a admirá-la Mas deve ser possível granjear devoção quando se testa um antagonismo até o último limite, fazer as pessoas se aproximarem mais pelo próprio ato de empurrá-las para longe. Porque, depois de quase dezoito anos, faltando apenas três dias, posso finalmente anunciar que estou exausta demais e confusa demais e sozinha demais para continuar brigando, e, nem que seja por desespero, ou até por preguiça, eu amo meu filho."

sábado, 30 de agosto de 2014

Resenha: Anna e o Beijo Francês




Sinopse: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu envia-lá para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Étienne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 







Resenha: Anna é uma adolescente de dezessete anos que vive em Atlanta, tem sua mãe e seu irmão mais novo com que mora, sua melhor amiga Bridgette, um emprego em um cinema e um pretendente ao cargo de seu namorado, Toph. Ela sonha em continuar a trabalhar no cinema até acabar o ano e começar a faculdade de crítica do cinema. Mas seus planos são destruídos por seu pai, um famoso escritor egocêntrico que manda ela para estudar em colégio interno para norte americanos em Paris.

Anna odeia a mudança, ela está sendo deixada sozinha em uma cidade desconhecida que fala uma língua desconhecida. Mas chegar nos dormitórios do novo colégio, ela conhece Meredith, e já se tornam amigas. E depois de conhecer a Mer, ela conhece os amigos dela, Josh e Rashimi que são namorados e Étienne St. Clair o garoto mais bonito que ela já viu.

No começo do livro Anna, passa por dificuldades, primeiro por ser uma novata estudando no último ano, segundo por não saber a língua local (os alunos falam inglês por serem todos norte americanos, mas ela tem de aprender o francês para se comunicar além da escola), e ainda tem de lidar com um relacionamento a distância com a sua melhor amiga e com Toph. E para completar começa a nutrir sentimentos por St. Clair.

Étienne St. Clair tem vários problemas (1) ele namora; (2) é incrivelmente legal (3) Meredith apesar de amiga dele também o ama (4) Anna não pode te-lo. Mesmo que ele terminasse, Maredith estava lá primeiro, e na lógica de Anna, ela que tem o direito caso ele termine com Ellie.


Étienne é o tipo de garoto que toda garota deseja: é bonito, engraçado, inteligente, espirituoso, simpático e romântico.  E Anna sabe que está se apaixonando, porém ela se apega a esperança de ter um relacionamento com Toph quando voltar. Porém após o primeiro semestre St. Clair e Anna já são melhores amigos, ele a apresneta a Paris, a levando em vários pontos famosos da cidade e é ele que muda a vida dela em Paris quando conta que a cidade é famosa por seus inúmeros cinemas. Anna é apaixonada por filmes, principalmente os clássicos, e seu sonho é ser uma grande crítica de cinema. E passa a ir com muita frequência aos cinemas mais próximos.

A relação entre ela, e Étienne aumenta, porém uma série de eventos gera um conflito nessa amizade, que faz Anna questionar se eles poderiam ir além da amizade. E nás férias eles não param de se comunicar, o que aumenta o laço entre eles. E você como leitor vai torcer cada vez mais pelo casal como passar das páginas. Eles brigam a todo estante, e fazem as pazes na mesma velocidade, a cada dois passos para frente, um para trás é dado.

O livro mostra além dos conflitos de Anna e St. Clair, mostra também os conflitos dos personagens próximos a Anna, Josh e Rashimi estão brigando constantemente, Meredith é uma jogadora de futebol, St. Clair tem muitos problemas em casa, seu pai é uma espécie de monstro rico e influente e sua mãe é diagnosticada com câncer. Os conflitos com os novos amigos moldam Anna ao decorrer do livro, pois ela ainda está aprendendo a lidar com os novos amigos.

Anna e o Beijo Francês é narrado em primeira pessoa pela peronagem principal, e nos aprofunda de maneira correta nos sentimentos e conflitos de Anna. O livro é leve, bem humorado e ainda encontramos algumas palavras em francês. E como o romance de estreia da Stephanie Perkins, é um romance acolhedor e muito romântico. Seu personagens são cativantes, e os acontecimentos do livro são os tipos de acontecimentos que podem normalmente acotecer na vida real, levando em conta que acontecem em Paris. Anna se apaixonou perdidamente por Étienne na Cidade Luz, a cidade mais romântica do mundo, e você com toda certeza também irá se apaixonar; Você sabe o que é um Beijo Francês?



" - Se você pedir para te beijar, eu te beijo - diz ele.

Os dedos dele apertam a parte de dentro do meu pulso e arrebento em chamas.

- Beije-me - digo.
E ele me beija."

terça-feira, 1 de julho de 2014

Resenha: As vantagens de ser invisível

Sinopse: Livro de estreia do roteirista Stephan Chbosky, o romance vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento. As vantagens de ser invisível é ao mesmo tempo engraçado e atordoante. O livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências-, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephan Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a uma amigo que não se sabe se é real ou imaginário.

Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como protagonista que tem de assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar.


Resenha: Existem livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição. As vantagens de ser invisível é um desses livros especiais. Eu falo dele o mínimo possível e para um grupo muito seleto de pessoas. E por isso pensei seriamente em não fazer está resenha, mas aqui estamos, se considere importante.

Eu comecei a procurar esse livro assim que soube da sua adaptação para o cinema, onde teria Emma Watson e Logan Lerman como protagonistas. Eu procurei muito, mas a rocco já tinha retirado a primeira versão de circulação para substituir pelo livro com a capa promocional do filme. Eu não gosto de capas promocionais, mas eu queria muito ler esse livro e comprei assim mesmo. E logo quando comecei a ler.... amor à primeira vista.

As vantagens de ser invisível é o tipo de livro que agrada a todos os públicos de diferentes formas. E você o lerá mais de uma vez se tiver oportunidade, porque o Stephan Chbosky soube cativar leitores com essa obra.

O livro é uma espécie de coletânea das cartas escritas por Charlie para um anônimo, que juntas formam um diário. No início do livro é explicado pelo próprio Charlie que os nomes de todas as pessoas citadas (os personagens) para ninguém os reconhecer "na vida real", e explica também que o objetivos nessas cartas é desabafar com alguém que não julgue as suas atitudes. Nesses relatos, nós leitores nos aprofundamos  na história do Charlie, que na minha opinião foi um dos personagens mais amorosos e lindos que já foram escritos. Ele diferentes de muitos personagens é humano, o que o torna real.

As vantagens de ser invisível é escrito de uma forma simples e bonita, e aborda
temas como sexo, drogas, dramas familiares, primeiro amor, amizade, doença etc, mas de uma forma tão leve e pura que não chega a ser um drama pesado.

Todos os personagens do livro são especias de alguma forma, e todos como o Charlie são humanizados de uma forma brilhante pelo autor. Sam e Patrick são engraçados e divertidos, Bill o professor que estimula Charlie a escrever e a ler é atencioso, os familiares do Charlie são cuidadosos. E todos em algum momento do livro se tornam protagonistas na história. E isso é o legal no livro, que apesar do Charlie ser o protagonista/núcleo do livro, todos os outros personagens são complexos, cativantes e importantes quanto o Charlie. E mesmo assim eles não roubam o foco no livro. Eu tenho a opinião de quem faz um livro são os personagens, você pode ter uma história brilhante, mas se os personagens não cativar o leitor a história não adiantará de nada.

Além de tudo isso, o livro da ao leitor algumas dicas musicais, que se você não ouviu, deveria parar de ler a resenha agora e ir ouvir as músicas. Como por exemplo: Asleep do The Smith, Blackbird dos Beatles, Scarborough Fair do Simon & Garfunkel entre outras (Eu amo essas bandas e músicas porque o meu pai tinha cds deles, e quando eu era menor ele me colocava para dormir ouvindo eles.)



 "Acho que, de todas as pessoas, você entenderá, porque acho que você, entre todos os outros está vivo e aprecia o que isso significa. Pelo menos eu espero que seja assim., porque os outros por você em busca de força e amizade, e é tudo muito simples. Pelo menos foi o que eu soube.Então essa é a minha vida. 
E quero que saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Resenha: Morte Súbita

 Sinopse: 

J.K. Rowling define Morte Súbita como uma "grande história sobre uma cidade pequena".
Assim são as grandes e boas histórias. Elas nos envolvem com personagens que vivem, por exemplo, nos limites de um pequeno vilarejo. Sem que possamos perceber, J.K. Rowling vai nos envolvendo com a história da cidade de Pagford e nos mostrando que ela reserva muitas e grandes surpresas.
Num primeiro momento, Pagford nos parece apenas uma pequena cidade, como outa qualquer, mas ela pode ser comparada ao nosso bairro, ou à cidade de cada um de nós. Pagford é o nosso mundo urbano, repleto de contadições e violências, e ainda perplexo com o poder e as armadilhas da internet. Nos reconhecemos em Pagford, em seus conflitos e no seu dia a dia. No entanto, naquela pequena cidade, a morte súbita de Barry Fairbrother provoca um abalo sísmico na vida de todos e de cada um. J.K. Rowling nos mostra que a vida da cidade e a de seus habitantes se equilibrava como peças de um dominó, postas de pé a contragosto. Barry Fairbrother estava no cobiçado lugar da primeira peça, aquela que não podia tombar. J.K. Rowling constrói um personagem principal ausente, movimentando a trama axatamente por não estar mais lá.
Morte Súbita é o primeiro romance de J.K. Rowling para adultos, e ele vem cercado de mistérios, intrigas, suspense e grandes revelações. A autora nos mostra, página a página, que as pessoas têm muitos, muitos segredos, e que todas elas reunidas são capazes de multiplicar e fazer explodir esses segredos.

Resenha: 

J.K. Rowling ficou conhecida pelo mundo todo por escrever a grandiosa e espetacular saga Harry Potter. Ela não precisava e não precisa provar o seu talento para ninguém. Mas ai ela vem com a notícia de um novo livro chamado "Morte Súbita". E esse livro só veio para confirmar o todos já sabiam, J.K. Rowling é uma grande escritora.

A história se passa no vilarejo Pagford, onde seus personagens vivem em uma harmonia disfarçada. Os morados de Pagford adoram dizer que são bons etc, mas como todos sabemos: Todo mundo tem algo a esconder. A morte de Barry Fairbrother desencadeou uma série de acontecimentos que transformou a vida em Pagford. E isso acho eu, é o mais legal do livro: pois tudo que aconteceu na história só se foi permitido pela morte de Barry.
"Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista."

O "slogan" de pretty little liars é: Nunca confie em uma garota bonita com segredos feios. O de Morte Súbita poderia ser: Nunca confie em ninguém. Fiz esse paralelo com pretty little liars, porque é um núcleo de história parecido: pessoas guardam segredos, alguém sabe o segredo e o espalha.

Morte Súbita nos mostra que todos temos segredos, e que quando esses segredos são revelados, podem mudar completamente as nossas vidas. E o aparecimento de cada segredo de cada personagem, afeta a vida de outro personagem, tornando isso um ciclo. O livro nos mostra diferentes pontos de vista da história, de acordo com cada personagem. É incrível o modo com a J.K. Rowling nos leva para o mais fundo do sub consciente de cada personagem, o que nos faz pensar que eles são reais, verdadeiros, humanos. E usando cada personagem a autora, aborda temas como: sexo, bullying, adultério, drogas, mentiras, auto mutilação, violência doméstica etc. E nos mostra também como as aparências podem enganar. E por fim o livro mostra que, em quando nós vivemos presos em nossos problemas, existem pessoas passando por dificuldades bem maiores. E que quando só focamos em nossos problemas, perdemos a oportunidade de ajudar alguém que precisa muito de uma ajuda. E com o decorrer da leitura não tem como você não se decidir em ser pró-Field ou contra Field.

Como todo livro, Morte Súbita tem os seu pontos fortes e fracos, dependendo do tipo de leitor que você é, vai chegar um momento em em que vai achar a história cansativa. Mas não pare a leitura, o livro vale a pena ser lido.

Adorei Morte Súbita apesar de achar muito exagerado o uso de palavões, e gostei também que o livro começa com uma morte e termina com mais uma morte. E que a primeira morte muda a vida de Pagford, digamos para pior, e que a segunda morte, fez a cidade inteira refletir sobre seus conceitos. Isso creio eu mostra como a morte pode transformar as pessoas. Morte Súbita é uma grande história de uma grande escritora.

P.S. eu gostaria de uma continuação, porque no final do livro eu senti falta de um final para alguns personagens.


"A verdadeira glória era ser quem a gente realmente é, mesmo quando se trata de uma pessoa cruel ou perigosa, aliás, especialmente nesses casos. É preciso ter coragem para não tentar disfarçar o animal que lhe calhou ser. Por outro lado, é preciso evitar fingir ser mais que o animal que você é."

*lembrando que a BBC junto com a HBO irão adaptar o livro para uma minisérie. E parte do elenco já foi escolhida.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Resenha: Will & Will - Um nome, um destino


  Sinopse:

Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso temperado com doses maciças de comédia. Prepare-se para o universo de Will & Will. E para as pérolas de sabedoria que vão mudar a sua vida... Ou pelo menos aumentar seu número de curtidas no Facebook.

Em uma noite fria, em uma improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Um Will é amigo do mais expansivo gay da sua escola. O outro precisa explicar à própria mãe sua orientação sexual.

Mas, mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de proporções épicas.



 Resenha: Antes de fazer a análise do livro e falar os pontos fortes e fracos do livro, existem coisas que vocês precisam saber sobre como este livro chegou até a minha prateleira. Primeira, eu não sabia sobre o que o livro tratava exatamente; Segundo, nunca li nenhum outro livro do David Levithan para ter como base sobre a forma dele escrever; Terceiro, sou perdidamente apaixonado pelos livros do John Green e finalmente por último: não sabia que se tratava de um romance gay, o que na verdade não é o assunto principal do livro.

O último tópico do que vocês precisavam saber é super importante, porque eu particularmente nunca li um romance gay.

Como dito antes nunca li nenhum livro do David Levithan, nunca li nenhum livro escrito em uma parceria, não sei se o livro e inglês também foi escrito assim ou se foi a editora Galera que o fez. Mas o fato é que o livro é visivelmente escrito por pessoas completamente diferentes. A história pela perspectiva do Will Grayson Hétero, escrita pelo John Green, e a do Will Grayson Gay, escrita pelo David Levithan. Afirmo isso por ter lido os outros livros do John Green e conhecer o modo como ele escreve. Os capítulos escritos pelo John Green, como tudo que ele faz, contagia você desde o inicio, diferente dos capítulos escritos pelo David, que tenho que confessar só ficaram bons na reta final do livro. Mas em contra partida pode-se fazer uma análise do modo como as histórias foram contadas em relação a personalidade de cada Will. Um extremamente diferente do outro, que no final não são tão diferentes assim. Confesso também que tive um pouco de dificuldade no começo para compreender os diálogos que estavam nos capítulos do Will Gay, não estou na acostumado na realidade no modo como eles foram feitos, eu gosto do parágrafo e travessão. (Mas não sei se isso é do livro ou da editora. Eu li a versão da capa azul, se alguém leu o livro em outra versão por favor me fale se também é assim.)


Vamos a história. Como disse nos tópicos do primeiro parágrafo, eu não sabia que a história se tratava de um romance gay. Mas depois que descobri que era, achei como o nome do livro sugere, um romance entre Wills, mas não é. O foco principal da história não um romance gay, apesar de um Will ser. E se eu pudesse mudar o nome do livro, eu mudaria para Tiny Cooper. Gravem esse nome, Tiny Cooper. O melhor amigo do Will Hétero, e o cara pelo qual o Will Gay se apaixona. Tiny é uma figura presente há muito tempo na vida o Will Hétero, mas só entra na vida do Will Gay após uma “brincadeira” da sua “amiga” Maura. Maura se você for analisar é a grande desencadeadora da trama do livro, porque foi graças a brincadeira de mal gosto dela, que os Wills se encontraram, e por sequência, o Will Gay conheceu Tiny Cooper.


O livro é surpreendente engraçado, principalmente quando Tiny está presente. Surpeendente dramático quando o Will Gay está presente. E surpeendente apaixonante quando o Will Hétero esta presente.

Will Gay: Apesar do livro ser contado nas perspectiva dos Wills, as histórias deles giram em torno do Tiny. Tiny é o primeiro namorado do Will Gay, e a história deste no livro, é o desencadear de situações após o início deste namoro. O Will Gay utiliza remédios para conter sua depressão que vaza pelo livro, mora com a sua mãe (mãe a qual nas poucas partes que aparece também rouba a cena) em uma casa pobre e estuda numa escola no subúrbio. Tem poucos amigos na escola e é um típico autodepressiativo. Quando Tiny chega em sua vida, a perspectiva muda, o modo como ele vê o mundo muda um pouco e os leitores conseguiram perceber isso facilmente, pois os capítulos dele ficam muito mais legais. O livro muda.

  Will Hétero: Típico adolescente com medo dos sentimentos. E como dito por ele mesmo “Tiny é o gay, mas eu sou o sentimental.” Ele mora com os país (médicos, que nas poucas aparições também roubam a cena), é o melhor amigo do Tiny e se apaixona pela Jane, que tem um relacionamento complicado com um cara, fato o qual dificulta a vida do Will. A trama deste Will, não está muito relacionada ao seu romance com a Jane, mas sim com o fato dele se sentir reprimido na relação de amizade com o Tiny. Ele sente que tem de aguentar o Tiny que é completamente espalhafatoso e com o seu tamanho rouba e chama atenção em qualquer lugar.

Os Wills se encontram numa sex shop, o Will Gay chega lá engano pela Maura que se fingiu ser um cara e fez com que o Will se apaixonasse por ele, o Will Hétero chega na sex shop após ser barrado na entrada de um show e abandonado por Tiny e Jane com uma identidade falsa. O Will Hétero decide que não ficará com uma identidade falsa sem usa-la e entra na loja. O Will Gay vai para lá achando que é uma lanchonete e ao chegar lá e vê que é uma sex shop e já começa a desconfiar de algo, mas entra. Os dois Will se encontram lá dentro e descobrem que tem o mesmo nome WIll Grayson. E a partir deste momento de revelação as vidas deles mudam completamente. E essa mudança é relacionada advinhe por quem? Exatamente, do Tiny, a mudança aparece graças ao Tiny que troca um Wil Grayson por outro.

O grande problema do livro é que qualquer personagem co-protagonista, rouba facilmente o foco dos dois personagens principais. Principalmente Tiny Cooper. Ah, o que dizer deste personagem que acabo de conhecer e já considero tanto...


Tiny Cooper faz parte de um clube da escola, Aliança Gay-Hétero, onde a única pessoa hétero do grupo e Jane (Will não faz parte do clube), é engraçado, grande/forte/gordo, e escritor do musical Tiny Dancer. A história do musical é a vida do Tiny e a sua enorme lista de ex-namorados. O musical gera conflitos durante a história (mas para o leitor tenho certeza que irá gerar muita risada com as músicas, como por exemplo no trecho "Houve um tempo de neblina Em que eu pensei gostar de vagina" ou "Nunca mais hei de voltar À estrada heterossexual nesta vida") mas no final é uma declaração sobre amizade e amor. É como um resumo do que o livro pretendia passar. Tiny é o elo entre todos os personagens principais (os Will, Jane e seus amigos). Se eu pudesse fazer uma comparação, eu diria que o Tiny é como o Sol e os Wills o planeta Terra, para nós a Terra é o mais importante, mas sem o Sol não existiria vida. E por ter roubado o destaque do livro, eu posso até considerar o final do livro adequado.

Em suma o livro é bom, mas não é como se sua vida fosse mudar completamente após a leitura. Mas é uma leitura que pode mudar a sua vida dependendo da persperctiva. Foi um livro que me fez rir e muito. E talvez por isso eu possa até ter gostado, mas não é o tipo de livro que me faz ficar animado e falar sobre ele por horas.





"Você gosta de alguém que não pode retribuir seu amor porque é possível sobreviver ao amor não correspondido de uma forma que é impossível no caso do amor correspondido."

sábado, 31 de maio de 2014

Resenha: Êxtase.



 Sinopse:

Quando o amor desafia a deus e ao diabo, quais as chances de vencer?

Há seis milênios, o anjo Daniel Grigori e a mortal Lucinda Price se reencontram. Vida após vida, existência após existência, numa corrida contra o tempo e o destino para quebrar uma maldição esquecida. E poderem, finalmente, ficar juntos.

À sua maneira, cada um carrega um peso quase insurportável no coração. Daniel, o anjo imortal, deve assistir à morte da amada, a cada encarnação, sem poder revelar-lhe os segredos que a libertariam de um destino de dor e a conduziriam à luz e ao calor de seu amor. Para sempre.

Lucinda é assombrada por lembranças desconexas, medos irracionais e uma inabalável certeza: Daniel é o prêmio. Por ele, tudo, tudo vale a pena. Mas o caminho do verdadeiro amor não é feito de flores. E, mesmo com ajuda de asas, não pode ser percorrido com rapidez insensata. E nem pode apagar o passado... ou um relacionamento equivocado.

Depois de visitar todas as antigas "Luces" - do Egito dos faraós até a China imemorial, passando pela Itália e América primitiva-, ela agora está mais perto do que nunca do seu objetivo. Em nenhuma de suas outras vidas aprendeu tanto. Agora ela é forte. Precisa ser. Agora, ela e Daniel chegam ao final de sua provação.

Lucinda precisa recordar quem foi e o que realmente é para poder lutar sua última batalha. É sua última chance. Será que ela vai conseguir? Será que Luce e Daniel enfim ficarão juntos?



Resenha:

Luce finalmente começou a entender qual era o papel dela na história entre o céu, o inferno, e os anjos caídos. Mas esse papel não era tão simples quanto o imaginado por Luce ou pelos leitores. No último volume da saga, Luce não é apenas o amor de um anjo caído, ela é mais do que isso, e as escolhas dela são fundamentais para impedir os planos de Lúcifer e o futuro de toda a humanidade.

Tudo que Lucinda viveu nessa vida e nas outras foram uma preparação para o que estava por vir. A viagem pelos anunciadores abriram os olhos de Luce para o que ela deveria se lembrar, essa viagem a tornou forte e a fez perceber que tudo o que importaria era ter Daniel ao seu lado.

Êxtase teve mais ação, na minha opinião, do que os demais livros. E Luce não apenas tentava amar Daniel e entender o que levou eles a serem amaldiçoados. Ela tem um papel fundamental no futuro de todos, e está muito mais presente na história dos anjos caídos. E foi o fato dela ficar mais ativa nos acontecimentos da história que levou ela ao conhecimento e ao rompimento desta maldição. Além de ter muita mudança de cenários, que como no livro Paixão, também foram importantes na construção da história. Mas o mais incrível do livro inteiro, que foi uma surpresa, e será uma surpresa para quem ainda não leu: o primeiro encontro de Luce e Daniel.

Achei que o final foi muito bom e surpreendente, porém teve alguns pontos negativos, como por exemplo a falta de final para alguns personagens, na verdade de um personagem em especial: o Cam. Mas devemos levar em conta que é muito difícil terminar uma história de sucesso, e ainda agradar a todos. Por isso achei que a escolha da autora foi a certa, porque assim ela da para o leitor o poder de criar, de imaginar, o final de Luce e Daniel e de todos os outros personagens.

Até onde Luce iria para viver esse amor? Quem é o anjo que tem o poder de equilibrar a balança? Porque Lúcifer quer impedir a queda dos anjos? Como Luce e Daniel conseguirão quebrar essa maldição que já durou milênios? Quem serão os aliados e os inimigos de Daniel e Luce? O quanto o casal pagaria e deixaria para trás para viver esse amor? E esse amor é realmente maior que o céu e o inferno? Lucinda Price e Daniel Grigori irão finalmente conseguir viver esse amor?

Todas essas perguntas são respondidas em Êxtase, o último livro da saga Fallen.

" - Quer dizer que poderíamos roubar tudo de vocês… suas asas, sua força, sua imortalidade, que mesmo assim escolheriam seu amor?
De soslaio, Luce viu Ariane. As asas dela estavam dobradas atrás de si. As mãos estavam enfiadas nos bolsos do macacão. Ela assentiu de modo presunçoso, os lábios espremidos em satisfação, como se dissesse: Que diabos, sim, eles escolheriam. "

Lembrando que o primeiro filme já está sendo gravado e tem  previsão de estreia para 2015.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Resenha literária: Um porto seguro.

Quando comecei a ler o livro Um porto seguro do Nicholas Sparks, eu esperava encontrar como sempre, um casal que ia se apaixonar, que iram ter conflitos mas que no fim tudo iria acabar certo. Estava errado. O livro Um porto seguro, não é apenas sobre o amor, é sobre amizades, sobre como o medo pode nos paralisar e de como o amor nasce de uma amizade, a violência doméstica etc.O livro conta a história de Katie, uma jovem misteriosa que se muda para a pequena cidade de Southport na Carolina do Norte. A bonita e misteriosa Katie chama a atenção de todos na cidade, porque ela se mudou para lá sozinha, não tem amigos, nem família e evita contatos mais íntimos com as pessoas. Mas ela chama uma atenção especial de Alex, um viúvo dono de uma loja na cidade e pai de dois filhos. Ela também chama a atenção de sua nova vizinha Jo, que depois se tornam íntimas e é a primeira pessoa para quem Katie conta a sua história.

A história de Alex e Katie começa quando o filho mais velho dele cai em um acidente no lago e Alex vai salva-lo, e enquanto isso ocorre, ela fica tomando conta da filha mais nova dele. Alex fica agradecido e ainda mais encantado por ela. E depois de alguma idas a loja fazer compras, Katie e Alex se tornam "amigos". E num ceta vez Kristen, filha de Alex, convida Katie para ir a praia com eles, convite o qual ela não recusa. Chegando lá, eles tiveram um dia muito bom, mas que acaba quando Alex diz saber que ela foge de alguém e que já foi casada, e que ele sabe disse pois ela tem o hábito de rodar uma aliança que não esta no dedo dela. Ela fica abalada, pois fica parecendo que ele a investigou e que descobriu o seu grande mistério. E depois desse encontro, eles tiveram outro, que foi o primeiro encontro romântico deles.
Os únicos livros do Nicholas Sparks que eu li foi A última música e Diário de uma paixão, e ambos relatam uma história que já aconteceu, e algum personagem a está lembrando. Com Um porto seguro é diferente, ele conta uma história (a historia de Katie e Alex no presente) e nós vamos montando o passado dos personagens de acordo com o decorrer da história presente.

Na metade do livro quando já sabemos a verdadeira história de Katie, que na verdade se chama Erin, o autor nos mostra uma visão diferente da história dela, ele nos mostra a história do ponto de ista do seu ex-marido que é um alcoólatra que a batia. Ele acho que posso dizer assim, é um psicopata que acha que sua mulher é a culpada de tudo, mas por um outro lado ele mostra que também a ama, e disso nasce o conflito. E por fim o autor nos surpreende com uma narrativa, um suspense e revelações que deixará você em choque no final de tudo.