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quarta-feira, 20 de maio de 2015

TOP 5: Livros para chorar

5- O Menino do pijama listrado


Livro arrebatador narra a forma a construção da amizade de Shmuel e Bruno. A construção da história e o efeito dominó dos fatos que levam até  o final trágico é incrível. O livro é simples, bem escrito e com acontecimentos fortes que abalam os sentimentos do leitor.




"Qual era a diferença, exatamente?, ele se perguntou. E quem decidia quem usava os pijamas e quem usava os uniformes?"




4- Diário de uma paixão


Nenhum top de livros para chorar está completo sem algum livro do Rei do drama Nicholas Sparks. Acho que qualquer livro dele poderia estar aqui, na verdade o top 5 poderia ser formado só de livros dele. Mas Diário de uma Paixão é quase um clássico do drama atual, e emociona como qualquer história de amor verdadeiro. Mas deixo a dica de leitura para Um Porto Seguro (resenha aqui) que é um livro mais completo e que também pode te fazer chorar.

"Entretanto tinha se apaixonado uma vez, uma única vez, muito tempo atrás; isso o mudara para sempre. O amor perfeito faz isso com as pessoas, e aquele tinha sido perfeito."

3- As vantagens de ser invisível

Eu tenho uma queda por personagens problemáticos que não sabem o que fazer e se descobre com outros personagens. O Charlie de As vantagens de ser invisível é assim, e sua narração simples e ingênua emociona qualquer um. O modo como ele se descobre, descobre seus sentimentos e o modo como ele ama, é simplesmente bonito. As páginas de seu diário irá você se apaixaonar a cada linha pelo Charlie, Sam e Patrick.

"Então essa é minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."





2- Quem é você, Alasca?


Alasca Young é a personagem mais marcante do John Green. E o livro que leva o seu nome sem dúvidas é o melhor livro do autor. Cheio de filosofia sobre vida e morte e o que fazemos de nossas vidas, este livro tem um grande acontecimento que com toda certeza irá te fazer chorar. Talvez esse livro emocione apenas alguns, mas aqui cito outro livro do autor "a dor, ela precisa ser sentida."

"Você ama a garota que faz você rir, que vê filmes pornográficos e bebe com você. Mas não a garota tristonha, mal-humorada, maluca."





1- A menina que roubava livros

Em uma ficção sobre o holocausto, o fundo histórico do livro já é um banquete para se emocionar. O livro que é narrado pela morte e foi ,pelo menos para mim, o livro mais emocionalmente marcante. Os acontecimentos finais que chegam em forma de um desfile faz qualquer um chorar de soluçar (não que tenha acontecido comigo).

"Ousada e luminosa, a trilogia de felicidade perduraria por todo o verão e parte do outono. E, então, seria levada a um fim abrupto, porque o resplendor iluminou o caminho para o sofrimento.Tempos difíceis estavam por vir.Como um desfile."

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Top 5: Livros com personagens principais femininos

5- A Culpa é das estrelas.

Eu não iria colocar esse livro no top, mas cheguei a conclusão que ele deveria entrar. Ele não é o melhor livro do John Green, mas não poderia falar de personagem femininos principais sem falar de Hazel Grace. Tenho de admitir que é difícil fazer uma conclusão sobre ela, em uma conversa com um amigo ele disse que o que torna a Hazel o quê ela é o Augustus, e eu tenho de concordar. Claro que aqui é só uma hipótese mas, será que Hazel seria tão cativante sem o Gus? Tenho minhas dúvidas. Mas o fato é que a história foi escrita assim, e eu agradeço por isso.

4- Divergente.

A saga conta a história de Beatrice Prior, ou Tris, personagem forte e determinada. Nessa distopia, ela não vai contra apenas um governo autoritário, mas também contra qualquer tipo de pensamento que possa engaiolar alguém.E diferente de Jogos Vorazes, o romance Tris e Tobias não me fez querer continuar a leitura. Continuei por causa dela, ela é realmente incrível. É cativante e envolvente, é uma ótima personagem, talvez ela e a saga ficariam em uma posição melhor se não fosse o final do terceiro livro, Convergente, porque né... quem leu sabe...


3- A Hospedeira.

Não olhem para esse livro com preconceito por ser da mesma autora da saga Crepúsculo, ele está no top 3 porque merece. O livro é uma ficção científica não ficção científica, num planeta Terra futurista, toda a humanidade está sobre o comando de alienígenas que são hospedados no corpo humano. Essa história é sobre a humana Melanie e Peregrina, a extra terrestre que é hospedada em seu corpo. O conflito do livro é o fato da hospedagem não ter ocorrido cem por cento pois a vontade de viver de Melanie era enorme, e assim ambas dividem o mesmo corpo e suas emoções. Se não bastasse uma personagem principal, nesse livro temos duas, e afirmo com toda propriedade: é um livro in-crí-vel!

2- Jogos Vorazes.

Nem preciso de muito para descrever essa saga que se tornou um fenômeno mundial. Katniss é uma heroína e ponto, mas meu grande xodó dessa história é o Peeta. Tenho uma amiga que diz que eu estrago todas as histórias focando no romance, mas eu não consigo. Claro, existe todo o enredo da luta contra um governo autoritário, os conflitos e tal, mas o romance (principalmente o amor do Peeta pela Katniss) é demais para mim. A narração da Katniss em primeira pessoa é dura, e o legal de Jogos Vorazes é que diferente de todos os livros narrados em primeira pessoa onde acabamos sendo contaminados pelos pensamentos da personagem, em THG conseguimos distanciar o que a Katniss pensa do que nós leitores pensamos. Ela tem a opinião dela, e a derrama nos leitores, mas isso não influência nas conclusões do leitor.


1- Fallen.

Romance de Lauren Kate, a saga Fallen conta a história do amor milenar de Luce e Daniel, isso mesmo milenar. O casal foi amaldiçoado pelo céu e pelo inferno a nunca ficarem juntos (literalmente) e toda vez que Luce e Daniel se encontram e se beijam Luce morre. Daniel que é um anjo caído, é destinado a sofrer sempre e sempre a morte de Luce. A saga de quatro livros, mais dois livros extras, relata a mudança que ocorreu na maldição nesta que é a última vida de Luce. Eu gosto desse livro porque além do romance, a narração conta com toda uma história sobre como os anjos caíram e o porquê, visitas a lugares históricos e sagrados. É uma história que vale a pena conferir.

sábado, 11 de outubro de 2014

Resenha: O Sangue do Olimpo

Sete meios-sangues responderão ao chamado.
 
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.

Um juramento a manter com um alento final,

E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Sinopse: Depois de enfrentarem as mais penosas missões, Percy Jackson e os outros tripulantes do Argo Dois ainda precisam encarar a pior delas: chegar a Atenas a tempo de impedir que Gaia, a Mãe Terra, desperte. Neste último volume da série Os Heróis do Olimpo, a Atena Partenos irá para oeste, enquanto o Argo Dois seguirá para leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os semideuses consiguirão vencer sozinhos um exército de gigantes e impedir uma guerra entre os acampamentos? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E, se Gaia despertar, será o fim.



Resenha: O Sangue do Olimpo é o desfecho da saga Os heróis do Olimpo, onde os meios-sangues gregos e romanos lutam contra todas as forças para impedir Gaia, a deusa inicial de acordar. O livro tem vários focos, de acordo com qual ponto de vista a história está sendo contada, temos nesse livro capítulos divididos entre Nico, Jason, Leo, Piper e Reyna. Isso mesmo, nada de ponto de vista de Percy ou Annabeth, o que deixou a desejar porque são os personagens que mais conhecemos e no final da saga eles não passaram de cadjuvantes no desfecho, e muitas vezes pareciam fracos e vulneráveis, isso se pode dar pelo tempo que ambos passaram nas profundesas do Tártaro no livro A Casa de Hades.

O último livro é marcado pelo final da viagem dos heróis, dos Estados Unidos até a terra antigas dos deuses: a Grécia antiga, ou mais especificamente Atena. Como todo mundo sabe, a vida de um meio-sangue não é fácil, e nessa viagem os sete escolhidos mais os outros três que os axiliaram (Nico, Reyna e o sátiro Treinador Hedge) passaram por muitas coisas, e o destino do planeta estão em suas mãos eles não podem falhar. No caminho até Atenas eles encontraram alguns deuses desde os grandes como Apolo e Ártemis, até deuses pequenos como a deus da vitória e a deusa das tempestades. E cada um deles lhes mostraram algo que auxiliaram a viagem deles e deram dicas de como tentar derrotar os gigantes filhos de Gaia. Mas todos alertaram que a profecia seria mantida e que um dos sete iriam morrer (Um juramento a manter com um alento final).

O livro é basicamente dividido em dois: contando o percurso dos integrates do navio Argo 2 e outro contando o caminho pelas sombras que Nico e Reyna fazem carregando a estátua da Atena Partenos para marcar a paz entre gregos e romanos. Cada um dos dois grupos enfrantaram perigos diferentes.

A grande novidade nesse livro é a participação de Reyna na história, a pretora romana. Que em Percy Jackson e os Olimpianos foi inimiga de Percy na ilha da Circe junto com sua irmã Hylla, na época elas eram ajudantes da bruxa, mas agora depois do ocorrido na ilha, Reyna virou uma pretora romana e Hylla virou rainha das Amazonas. Mas pra mim o que deixou o livro incrível foi Nico Di Angelo, o crescimento dele desde a primeira aparição dele é incrível, ele se descobre um peronagem cativantes.

Os demais já conhecemos e não há novidades, a não ser o bromance de Jason e Percy e a amizade de Piper com Annabeth e Hazel. E o tanto como todos os sete cresceram como heróis, eles se tornaram tanto individualmente como coletivamente fortes.

O livro conta com a volta de muitos personagens como Thalia Grace, e o final (que não irei contar!) é o melhor e uma ajuda que não esperava apareceu no momento exato. E o último parágrafo do livro é tipo AH MEUS DEUSES OBRIGADO mas não leia antes, não seja como eu.

Rick Riordan acertou em quase tudo, digo quase porque como ele prometeu na dedicatória do livro, deixou não poucos mais muitos mistérios sem respostas. Se isso quer dizer que poderemos ter mais livros, não sei. Entretanto, teve "falhas", coisas que eu achei que poderia ter sido melhor, mas quem sou eu para falar o que seria melhor? E como fã eu não aceito que acabe assim. Quero mais. 

Sete meios-sangues responderam ao chamado, consiguirão eles cumprir a missão de salvar a terra de Gaia?  Todos sairão vivos? Os acampamento sobreviverão? Qual será o destino de nossos heróis? Todas essas respostas respondidas em O Sangue do Olimpo. Mas outras tantas surgem e não são respondidas.

O livro é lançamento do mês, e por ser lançameto, não quero aprofundar no desenrolar da história para não contar spoilers para quem ainda não leu. O que posso fazer depois é um post review da saga toda, o que acham?  


 



"Mesmo ali, no entanto, eles estavam em território inimigo. Porque Gaia era a terra, e a terra tinha despertado."



"Os deuses do Olimpo desceram dos céus em suas bigas ao som de clarins e com espadas em chamas. "


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Sinope: Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

 (A capa original é mil vezes mais bonita que a capa com base no filme)

Resenha: Antes de mais nada tenho de dizer que é uma leitura dura e difícil, não é fácil ler em cada página os horrores que desde que nasceu Kevin realizou. Eva e seu marido Franklin eram apaixonados, porém um queria filhos e o outro não. Ela tinha uma vida de empresária bem sucedida e viajava pelo mundo todo, não estava disposta a abrir mão de tudo para cuidar de filhos. Mas ao ver o relacionamento abalado, e com medo de perder o marido Eva resolve ter o primeiro filho, e assim nasceu Kevin. Ao narrar o nascimento do filho, Eva nos mostra como Kevin já nasceu odiando o mundo, ele demorou horas para nascer, e ao chegar ao mundo sem chorar não quis saber de mamar no peito da mãe. E ao decorrer do anos, o temperamento de Kevin só piorou. Mas Eva não fica atrás, ela não é o que feinimos como boa mãe: é impiedosa, sarcástica e com o drma de sua vida ficou armagurada. Mas não impede o fato de gostarmos da narradora, você se apaixona por eva pelos defeitos mais que pelas qualidades

Desde o início sabemos que Kevin irá realizar uma chacina, e o foco do livro não é o ato, mas o motivo que levou Kevin a fazer o que fez. Um dos grandes conflitos narrados pela mãe, é o fato do pai não ver do que o filho era capaz. E todo problema que o menino arranjava o pai defendia de uma forma cega. E os problemas foram muitos: Kevin fez o vizinho cair e se machucar de uma bicicleta; fez uma colega do primário que tinha uma doença de pele se coçar até sangrar o corpo todo; fez uma professora perder o emprego a acusando de abusos sexuais contra ele. A narrativa de Eva, nos mostra atos nojentos de Kevin, como por exemplo, se masturbar na frente da mãe. E o pior de tudo, ele jogou ácido no rosto da irmã fazendo ela perder um dos olhos.

Um ano após a matança que o filho realizou, Eva perdeu tudo, só sobrou um apartamento caindo aos pedaços e sem amigos e familiares por perto, a única coisa que resta para ela é visitar o filho na instituição para menores. Durantes as visitas, Eva descobre que o filho é um ídolo entre os menores lá dentro. Mas também quantas pessoas são capazes de matar onze pessoas com uma balastra e flechas? Kevin com suas roupas bem menores do que o número que realmente usa tem orgulho de dizer é o maior e mais jovem assassino de todos os tempos.

O fato ocorrido faz Eva registrar todos os massacres escolares dos últimos anos e chega a uma conclusão: nenhum foi tão quanto o realizado pelo seu filho. Kevin virou famoso e em uma das cartas escritas por Eva, ela relata que fizeram vários documentários sobre Kevin Khatchadourian, ou como ficou conhecido KK. E também fala sobre o último realizado, onde realizaram uma entrevista com ele, e nesse último ele diz que se não fosse ele a vida do país não seria nada, que todos amam ver, ouvir e julgar ele. Que todos deveriam agradecer a ele, e pagar o que várias produtoras ganharam em cima do que ele fez. E afirma não haver culpa e arrempedimentos. Mas quando a mãe pergunta ao filho o por quê de ser poupada para sofrer todas essas reviravoltas em sua vida? A resposta é prática e seca:
"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Porém, o pior (ou o melhor) do livro fica para o final. Nas últimas duas cartas, Eva nos mostra porque a família esta ausente, e dois anos depois de perder tudo Eva faz a última visita ao filho antes dele ser transferido para um presídio. Nessa última visita, ela pergunta o por quê dele ter feito o que fez, e ele responde pela primeira vez deixando a máscara no chão que não sabe se realmente sabia o porquê. E confirma que tudo que Eva desconfiou sendo como atitudes de Kevin era real, pois nesse último encontro ele devolve para ela a prótese do olho da irmã que retirou dela ao assassina-la. Kevin é um mostro, mas todos os monstros são humanos, e humanos tem sentimentos.

O que torna esse um livro grandioso é a forma com a autora consegue abordar o tema, sem necessesariamente colocar a culpa exclusivamente no assassino, ou sim. É um reflexão que ela deixa para o leitor, de quem é a culpa: da família? Da sociedade? Do assassino? De uma doença? ou simplesmente acontece?  Além disso, existe toda uma crítica para a nossa sociedade atual, Eva também reflete sobre os costumes das pessoas, como por exemplo, o hábito das pessoas de se meterem na vida das mulheres grávidas. Ela até diz mais ou menos que depois que a mulher fica gŕavida, as pessoas acham que ela e a criança são públicas.

Na última página, é revelando ainda mais, Kevin e Eva se perdoam pois entendem que ambos tiveram culpa no ocorrido. E Eva volta em fatos narrados nos primeiros capítulos, reflete sobre tudo o que viveu e escreveu e chega a conclusão que negou durante toda a narração, que apesar de Kevin ter feito tudo o que fez, ela o ama. Precisamos Falar Sobre O Kevin é um livro marcante e deve ser uma leitura obrigatória para todos.


"É só isso que eu sei. Que, no dia 11 de abril de 1983, nasceu-me um filho, e não senti nada. Mais uma vez, a verdade é sempre maior do que compreendemos. Quando aquele bebê se contorceu em meu seio, do qual se afastou com tamanho desagrado, eu retribuí a rejeição - talvez ele fosse quinze vezes menor do que eu, mas naquele momento, isso me pareceu justo. Desde então, lutamos um contra o outro, com uma ferocidade tão implacável que chego quase a admirá-la Mas deve ser possível granjear devoção quando se testa um antagonismo até o último limite, fazer as pessoas se aproximarem mais pelo próprio ato de empurrá-las para longe. Porque, depois de quase dezoito anos, faltando apenas três dias, posso finalmente anunciar que estou exausta demais e confusa demais e sozinha demais para continuar brigando, e, nem que seja por desespero, ou até por preguiça, eu amo meu filho."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Resenha: Morte Súbita

 Sinopse: 

J.K. Rowling define Morte Súbita como uma "grande história sobre uma cidade pequena".
Assim são as grandes e boas histórias. Elas nos envolvem com personagens que vivem, por exemplo, nos limites de um pequeno vilarejo. Sem que possamos perceber, J.K. Rowling vai nos envolvendo com a história da cidade de Pagford e nos mostrando que ela reserva muitas e grandes surpresas.
Num primeiro momento, Pagford nos parece apenas uma pequena cidade, como outa qualquer, mas ela pode ser comparada ao nosso bairro, ou à cidade de cada um de nós. Pagford é o nosso mundo urbano, repleto de contadições e violências, e ainda perplexo com o poder e as armadilhas da internet. Nos reconhecemos em Pagford, em seus conflitos e no seu dia a dia. No entanto, naquela pequena cidade, a morte súbita de Barry Fairbrother provoca um abalo sísmico na vida de todos e de cada um. J.K. Rowling nos mostra que a vida da cidade e a de seus habitantes se equilibrava como peças de um dominó, postas de pé a contragosto. Barry Fairbrother estava no cobiçado lugar da primeira peça, aquela que não podia tombar. J.K. Rowling constrói um personagem principal ausente, movimentando a trama axatamente por não estar mais lá.
Morte Súbita é o primeiro romance de J.K. Rowling para adultos, e ele vem cercado de mistérios, intrigas, suspense e grandes revelações. A autora nos mostra, página a página, que as pessoas têm muitos, muitos segredos, e que todas elas reunidas são capazes de multiplicar e fazer explodir esses segredos.

Resenha: 

J.K. Rowling ficou conhecida pelo mundo todo por escrever a grandiosa e espetacular saga Harry Potter. Ela não precisava e não precisa provar o seu talento para ninguém. Mas ai ela vem com a notícia de um novo livro chamado "Morte Súbita". E esse livro só veio para confirmar o todos já sabiam, J.K. Rowling é uma grande escritora.

A história se passa no vilarejo Pagford, onde seus personagens vivem em uma harmonia disfarçada. Os morados de Pagford adoram dizer que são bons etc, mas como todos sabemos: Todo mundo tem algo a esconder. A morte de Barry Fairbrother desencadeou uma série de acontecimentos que transformou a vida em Pagford. E isso acho eu, é o mais legal do livro: pois tudo que aconteceu na história só se foi permitido pela morte de Barry.
"Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista."

O "slogan" de pretty little liars é: Nunca confie em uma garota bonita com segredos feios. O de Morte Súbita poderia ser: Nunca confie em ninguém. Fiz esse paralelo com pretty little liars, porque é um núcleo de história parecido: pessoas guardam segredos, alguém sabe o segredo e o espalha.

Morte Súbita nos mostra que todos temos segredos, e que quando esses segredos são revelados, podem mudar completamente as nossas vidas. E o aparecimento de cada segredo de cada personagem, afeta a vida de outro personagem, tornando isso um ciclo. O livro nos mostra diferentes pontos de vista da história, de acordo com cada personagem. É incrível o modo com a J.K. Rowling nos leva para o mais fundo do sub consciente de cada personagem, o que nos faz pensar que eles são reais, verdadeiros, humanos. E usando cada personagem a autora, aborda temas como: sexo, bullying, adultério, drogas, mentiras, auto mutilação, violência doméstica etc. E nos mostra também como as aparências podem enganar. E por fim o livro mostra que, em quando nós vivemos presos em nossos problemas, existem pessoas passando por dificuldades bem maiores. E que quando só focamos em nossos problemas, perdemos a oportunidade de ajudar alguém que precisa muito de uma ajuda. E com o decorrer da leitura não tem como você não se decidir em ser pró-Field ou contra Field.

Como todo livro, Morte Súbita tem os seu pontos fortes e fracos, dependendo do tipo de leitor que você é, vai chegar um momento em em que vai achar a história cansativa. Mas não pare a leitura, o livro vale a pena ser lido.

Adorei Morte Súbita apesar de achar muito exagerado o uso de palavões, e gostei também que o livro começa com uma morte e termina com mais uma morte. E que a primeira morte muda a vida de Pagford, digamos para pior, e que a segunda morte, fez a cidade inteira refletir sobre seus conceitos. Isso creio eu mostra como a morte pode transformar as pessoas. Morte Súbita é uma grande história de uma grande escritora.

P.S. eu gostaria de uma continuação, porque no final do livro eu senti falta de um final para alguns personagens.


"A verdadeira glória era ser quem a gente realmente é, mesmo quando se trata de uma pessoa cruel ou perigosa, aliás, especialmente nesses casos. É preciso ter coragem para não tentar disfarçar o animal que lhe calhou ser. Por outro lado, é preciso evitar fingir ser mais que o animal que você é."

*lembrando que a BBC junto com a HBO irão adaptar o livro para uma minisérie. E parte do elenco já foi escolhida.