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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Estreia: O Doador de Memórias




Filme baseado no livro de mesmo nome, escrito por Lois Lowry, é mais uma distopia onde o personagem principal, vai contra as regras de toda a sociedade e de seus líderes para buscar a verdade. Jonas, o personagem principal poderia ser mais um Katniss ou Beatrice da vida. Mas a história é cativante e fará você não conseguir comparar ele com outros heróis. Na comunidade de Jonas não existe doenças nem guerras, mas também não existe sentimentos e nem memórias do passado humano. E uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos, e agora esse papel é do Jonas.


O filme tem início em preto e branco (e muito além disso, é como as pessoas veêm tudo, preto e branco, sem diferenciação) e com uma narrativa do próprio Jonas explicando a sociedade futurística em que vive, ele conta sobre os costumes, regras e divisão social. Em relação a essa divisão social, ao chegar em uma certa idade, os jovens são destinados a cargos que terão pelo resto da vida. Na cerimônia Jonas é deixado por último, e ao ser comunicado sobre o seu cargo ele descobre que: Será um Recebedor de memórias, sua tarefa será difícil e logo é comunicado que sofrerá muita dor na nova tarefa que não será nada fácil. Até aqui eu estava achando muito parecido com divergente, mas depois tudo mudou.

Para conseguir cumprir sua tarefa como Recebedor de memórias, Jonas passa a ter um instrutor, eles tem um elo através de uma mancha de nascença (que eu não entendi muito bem como acontece). Ao aproximar as manchas de ambos, eles compartilham as memórias que foram retiradas de todos na sociedade.  Como nessa nova sociedade, as pessoas não têm memórias sobre o passado da população, e não têm nenhum tipo de emoção e vivem roboticamente na mão do governo, só uma pessoa na sociedade sabe de tudo o que acontece: o instrutor de Jonas, que é chamado de Doador, por doar para Jonas essas memórias do passado. E no momento em que eles começam a dividir essas memórias, Jonas começa a ver a verdade na sociedade e começa a pensar em como poderá acabar com o tipo de vida que levam (e é nesse momento o filme passa a ter cor, porque ele vê que existe diferenças.) É explicado que as memórias foram retiradas das pessoas para tornar todos iguais e evitar ódio, raiva, inveja e principalmente guerras.

As memórias dadas ao Jonas são um caso a parte, pois são lindas imagens de povos, culturas, religiões, costumes e personalidades. Por exemplo quando o Doador quer transmitir força para Jonas, ele dá para Jonas memórias do Nelson Mandela.

Outro recebedor já tinha passado pela sociedade antes de Jonas, essa recebedora a Rosemary, que é interpretada pela Taylor Swift (que tem poucas cenas, mas bem feitas com uma boa interpretação), porém ao ter acessos ás memórias de guerras ela desiste de ser uma recebedora. E ao desistir de sua tarefa, ela é morta (pelo menos é o que da para entender), pois todos que não conseguem cumprir suas tarefas são mortos. Mas Jonas ao receber todas as memórias do passado, se mantém forte e começa a lutar para libertar a sociedade, família e amigos. Mas seus planos são dificultados, quando a "vilã" interpretada pela Meryl Streep descobre os planos de Jonas e do Doador. Ela é a líder da comunidade, e faz de tudo possível para impedir seus planos. (Meryl é um caso a parte, ela na verdade não faz uma vilã, ela é uma protetora da sociedade que acha correta, e da uma certa humanização a personagem.)

O elenco coadjuvante, da um show, principalmente a Katie Holmes que interpreta Fiona, que é melhor amiga de Jonas e por quem ele se apaixona. Na reta final da trama a personagem cresce no filme, e enquanto Jonas corre para salvar todos, Fiona está na cadeira da morte por ter ajudado ele. E ainda falando do elenco, eu achei todo o elenco incrível, porém o ator que faz o Jonas fraco comparando com os outros.









Depois da metade do filme, muita coisa acontece, ação em cima de ação, o que consegue tirar o fôlego de quem assiste. O único defeito que eu tenho de citar é queo filme, que na série de acontecimentos fortes do final ele acaba do nada, quase bruscamente. Eu fui assistir esse filme sem saber nada, e sai querendo mais. Se você é fã de distopias, não poderá perder O Doador de Memórias.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estreia: A culpa é das estrelas


Sei que como jornalista, teria de fazer uma crítica impessoal, sem meus sentimentos expostos aqui. Mas não consigo, não nesse caso.

Cheguei bem antes do horário da sessão que pretendia assistir, com medo de se esgotar os ingressos, do filme segundo eu pensava o mais esperado do ano. Comprei meu ingresso e me sentem tomando um café preto num café que ficava na frente da saída do cinema. Quando as sessões de A culpa é das estrelas acabavam era fácil notar, porque pessoas saindo limpando suas lágrimas e com suas camisas escritas Okay chamavam a atenção. E eu pensava “Será que o filme é tão bom assim?” Eu li o livro um ou dois anos atrás, eu sabia a história, eu naquela tarde tinha acabado de reler e chorar relendo. Sabia o que esperar. Mas estava errado.

Entrei na sala trinta minutos antes do filme começar, e para o meu espanto a sala permaneceu vazia. O que é estranho, desde o grande sucesso do livro, todos em todas as redes sociais postam trechos do livro. Todo mundo comenta sobre a história. E na estreia o cinema vazio? Sem nenhum grande cartaz anunciando o filme? Achei super estranho.

O filme começou, Hazel Grace lindamente interpretada pela Shailene Woddley, com o seu humor comentando sobre os efeitos do câncer na vida das pessoas abre o filme. Ansel Elgort docemente interpretando Augustus Waters cativou o público no primeiro sorriso cafajeste no literal coração de Jesus. O filme cativou os poucos na sala.

Um pouco antes da metade do filme, onde Hazel tem uma recaída, muitos já estavam em lágrimas, e devo confessar eu também. A única pessoa talvez que não estava chorando era uma moça uma cadeira depois de mim, essa ria e ria da amiga do lado que também chorava. Mas não foi uma risada baixa que só quem estivesse no lado, que para o meu azar era eu, ouvisse. O cinema todo podia ouvir, e no meio de lágrimas a risada irritava. Tinha momentos em que a risada era obviamente inevitável, Augustus, Hazel e Isaac tiram risada fácil de você. No mesmo momento em que você chora, você ri. O filme é todo uma montanha russa de emoções.

Mas o final eminente da morte de alguém com câncer, paira o filme todo, e para quem não conhece a história, a grande vítima dessa doença surpreende por ser quem menos espera. Não estou aqui para contar spoiler do filme, apesar de saber que se você procurou esse post, já deve saber o final.

Enquanto eu e todos os outros chorávamos com o desfecho do filme, a moça ao meu lado ria. E eu abro uma reflexão aqui. Só quem tem um coração mole, que é o meu caso, ou quem tenha perdido alguém especial pro câncer, que também é o meu caso, ou simplesmente quem prestasse atenção no filme, que não era o caso da moça ao meu lado, seria capaz de se emocionar e ou chorar com o filme. Se você como eu, perdeu alguém especial, jovem e sonhador para o câncer, vai entender a dor. Vai senti-la, e aqui cito ipsis litteris do livro “Esse é problema da dor, ela precisa ser sentida.”

 
O filme é incrível ( e farei um post técnico sobre ele), emocionante e cativante. Com trilha sonora devidamente escolhida, desde a doce Birdy até o romântico Ed Sheeran. Os créditos que alguns minutos fica paralisado em um infinito de estrelas toca All Of The Stars do Ed Sheeran, e ao embalo da linda música, todos tirando a moça ao meu lado que saiu assim que o filme acabou, choraram e apreciaram a música, era capaz de ouvir cada um naquela sala chorando. E eles provavelmente também me ouviam. Nós sentíamos a dor, e a entendemos. E ao sair da sala após todos os créditos, todos, e agora posso dizer todos, com os rostos vermelhos de chorar, indo para o banheiro limpa-los... Por que essa é o tipo de história que com toda a certeza muda você. A capa do livro trás as seguintes palavras: "Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais" e é exatamente isso que irá acontecer.