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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha: O Teorema Katherine

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Resenha: O livro mais fraco do John Green, conta a história de Colin um projeto de criança prodígio que tem um trágico histórico de ex-namoradas e todas chamadas Katherines. Colin é um personagem muito fraco e não chega aos pés de Augustus ou do Miles de Quem é você, Alasca? e diferente dos outros livros do autor, O Teorema Katherine não tem bons personagens secundários. Hassan o melhor amigo, apesar de ser interessante pelo quesito religioso e por ter algumas boas frases, não chama atenção nenhuma. Lindsay talvez seja a que se salva, pois como pessoas reais é cheia de controversas. Colin que é o personagem principal agradará de certa forma mais o público masculino do que o feminino, porque ele ele tenta refletir o que leva uma garota a dar um pé na bunda de um cara. Ele cria até uma teoria intitulada Teoria da Minimização da Rejeição (TMR): "O ato de aproximar o rosto para beijar alguém, ou de perguntar se pode beijar alguém, carrega o risco da possibilidade de rejeição; assim, a pessoa menos propensa a ser rejeitada deveria fazer a aproximação do rosto ou a pergunta. E essa pessoa, pelo menos em relacionamentos heterossexuais no ensino médio, definitivamente é a garota. Pense bem: garotos, basicamente, querem beijar garotas. Ao passo que as garotas são basicamente inconstantes quando se trata desse negócio de beijo. Às vezes elas querem dar uns pegas; às vezes, não. Elas são uma fortaleza impenetrável de incognoscibilidade, na verdade." E no meu caso em especial, outro fato de Colin que me fez gostar dele apenas um pouco, é que assim como eu, ele adorar contar histórias. 

A história do livro é chata. A evolução de Colin ao lado de Hassan e Lindsay é morna. A única coisa realmente relevante na história que seria o fato do personagem ter namorado dezenove Katherines e todas sem exceção ter terminado com ele, vira plano de fundo quando deveria ser o principal. Eu particularmente só achei legal as partes que contavam as histórias dos seus términos e o momento em que ele resolve fazer teoremas para prever quem terminará um relacionamento. E só.

O maior ponto do livro, são as notas de rodapés existentes como se fosse um livro cientifico. Se você for amante de matemática, assim como eu, irá gostar de ser apresentado aos cálculos feitos por Colin para chegar no teorema perfeito. Além disso a nota do autor é engraça onde John Green diz que é fã de matemática "falo muito disso, penso muito nisso, mas não consigo colocar isso em prática". E apresenta Daniel Biss um matemático que o ajudou a realizar os cálculos e os teoremas do livro. E temos O apêndice onde Daniel Biss explica as contas e os teoremas, é bem interessante na verdade.

Ao concluir a leitura, diferente dos outros livros do John Green, você o acha aceitável e até previsível. É uma leitura satisfatória mas não reveladora. O livro é engraçadinho e tem umas sacadas históricas e científicas inteligentes que se perdem na história colher de mel. Talvez se ele tivesse escrito de outro modo o livro eu estaria em só elogios, porém é o que temos e infelizmente me deixou a desejar.

"Je pense que je t’ aime. “Acho que gosto de você.” Ou: “Acho que amo você.” O verbo francês aimer pode significar as duas coisas. E era por isso que ele gostava dela e ao mesmo tempo a amava."

sábado, 11 de outubro de 2014

Resenha: O Sangue do Olimpo

Sete meios-sangues responderão ao chamado.
 
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.

Um juramento a manter com um alento final,

E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Sinopse: Depois de enfrentarem as mais penosas missões, Percy Jackson e os outros tripulantes do Argo Dois ainda precisam encarar a pior delas: chegar a Atenas a tempo de impedir que Gaia, a Mãe Terra, desperte. Neste último volume da série Os Heróis do Olimpo, a Atena Partenos irá para oeste, enquanto o Argo Dois seguirá para leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os semideuses consiguirão vencer sozinhos um exército de gigantes e impedir uma guerra entre os acampamentos? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E, se Gaia despertar, será o fim.



Resenha: O Sangue do Olimpo é o desfecho da saga Os heróis do Olimpo, onde os meios-sangues gregos e romanos lutam contra todas as forças para impedir Gaia, a deusa inicial de acordar. O livro tem vários focos, de acordo com qual ponto de vista a história está sendo contada, temos nesse livro capítulos divididos entre Nico, Jason, Leo, Piper e Reyna. Isso mesmo, nada de ponto de vista de Percy ou Annabeth, o que deixou a desejar porque são os personagens que mais conhecemos e no final da saga eles não passaram de cadjuvantes no desfecho, e muitas vezes pareciam fracos e vulneráveis, isso se pode dar pelo tempo que ambos passaram nas profundesas do Tártaro no livro A Casa de Hades.

O último livro é marcado pelo final da viagem dos heróis, dos Estados Unidos até a terra antigas dos deuses: a Grécia antiga, ou mais especificamente Atena. Como todo mundo sabe, a vida de um meio-sangue não é fácil, e nessa viagem os sete escolhidos mais os outros três que os axiliaram (Nico, Reyna e o sátiro Treinador Hedge) passaram por muitas coisas, e o destino do planeta estão em suas mãos eles não podem falhar. No caminho até Atenas eles encontraram alguns deuses desde os grandes como Apolo e Ártemis, até deuses pequenos como a deus da vitória e a deusa das tempestades. E cada um deles lhes mostraram algo que auxiliaram a viagem deles e deram dicas de como tentar derrotar os gigantes filhos de Gaia. Mas todos alertaram que a profecia seria mantida e que um dos sete iriam morrer (Um juramento a manter com um alento final).

O livro é basicamente dividido em dois: contando o percurso dos integrates do navio Argo 2 e outro contando o caminho pelas sombras que Nico e Reyna fazem carregando a estátua da Atena Partenos para marcar a paz entre gregos e romanos. Cada um dos dois grupos enfrantaram perigos diferentes.

A grande novidade nesse livro é a participação de Reyna na história, a pretora romana. Que em Percy Jackson e os Olimpianos foi inimiga de Percy na ilha da Circe junto com sua irmã Hylla, na época elas eram ajudantes da bruxa, mas agora depois do ocorrido na ilha, Reyna virou uma pretora romana e Hylla virou rainha das Amazonas. Mas pra mim o que deixou o livro incrível foi Nico Di Angelo, o crescimento dele desde a primeira aparição dele é incrível, ele se descobre um peronagem cativantes.

Os demais já conhecemos e não há novidades, a não ser o bromance de Jason e Percy e a amizade de Piper com Annabeth e Hazel. E o tanto como todos os sete cresceram como heróis, eles se tornaram tanto individualmente como coletivamente fortes.

O livro conta com a volta de muitos personagens como Thalia Grace, e o final (que não irei contar!) é o melhor e uma ajuda que não esperava apareceu no momento exato. E o último parágrafo do livro é tipo AH MEUS DEUSES OBRIGADO mas não leia antes, não seja como eu.

Rick Riordan acertou em quase tudo, digo quase porque como ele prometeu na dedicatória do livro, deixou não poucos mais muitos mistérios sem respostas. Se isso quer dizer que poderemos ter mais livros, não sei. Entretanto, teve "falhas", coisas que eu achei que poderia ter sido melhor, mas quem sou eu para falar o que seria melhor? E como fã eu não aceito que acabe assim. Quero mais. 

Sete meios-sangues responderam ao chamado, consiguirão eles cumprir a missão de salvar a terra de Gaia?  Todos sairão vivos? Os acampamento sobreviverão? Qual será o destino de nossos heróis? Todas essas respostas respondidas em O Sangue do Olimpo. Mas outras tantas surgem e não são respondidas.

O livro é lançamento do mês, e por ser lançameto, não quero aprofundar no desenrolar da história para não contar spoilers para quem ainda não leu. O que posso fazer depois é um post review da saga toda, o que acham?  


 



"Mesmo ali, no entanto, eles estavam em território inimigo. Porque Gaia era a terra, e a terra tinha despertado."



"Os deuses do Olimpo desceram dos céus em suas bigas ao som de clarins e com espadas em chamas. "


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Sinope: Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

 (A capa original é mil vezes mais bonita que a capa com base no filme)

Resenha: Antes de mais nada tenho de dizer que é uma leitura dura e difícil, não é fácil ler em cada página os horrores que desde que nasceu Kevin realizou. Eva e seu marido Franklin eram apaixonados, porém um queria filhos e o outro não. Ela tinha uma vida de empresária bem sucedida e viajava pelo mundo todo, não estava disposta a abrir mão de tudo para cuidar de filhos. Mas ao ver o relacionamento abalado, e com medo de perder o marido Eva resolve ter o primeiro filho, e assim nasceu Kevin. Ao narrar o nascimento do filho, Eva nos mostra como Kevin já nasceu odiando o mundo, ele demorou horas para nascer, e ao chegar ao mundo sem chorar não quis saber de mamar no peito da mãe. E ao decorrer do anos, o temperamento de Kevin só piorou. Mas Eva não fica atrás, ela não é o que feinimos como boa mãe: é impiedosa, sarcástica e com o drma de sua vida ficou armagurada. Mas não impede o fato de gostarmos da narradora, você se apaixona por eva pelos defeitos mais que pelas qualidades

Desde o início sabemos que Kevin irá realizar uma chacina, e o foco do livro não é o ato, mas o motivo que levou Kevin a fazer o que fez. Um dos grandes conflitos narrados pela mãe, é o fato do pai não ver do que o filho era capaz. E todo problema que o menino arranjava o pai defendia de uma forma cega. E os problemas foram muitos: Kevin fez o vizinho cair e se machucar de uma bicicleta; fez uma colega do primário que tinha uma doença de pele se coçar até sangrar o corpo todo; fez uma professora perder o emprego a acusando de abusos sexuais contra ele. A narrativa de Eva, nos mostra atos nojentos de Kevin, como por exemplo, se masturbar na frente da mãe. E o pior de tudo, ele jogou ácido no rosto da irmã fazendo ela perder um dos olhos.

Um ano após a matança que o filho realizou, Eva perdeu tudo, só sobrou um apartamento caindo aos pedaços e sem amigos e familiares por perto, a única coisa que resta para ela é visitar o filho na instituição para menores. Durantes as visitas, Eva descobre que o filho é um ídolo entre os menores lá dentro. Mas também quantas pessoas são capazes de matar onze pessoas com uma balastra e flechas? Kevin com suas roupas bem menores do que o número que realmente usa tem orgulho de dizer é o maior e mais jovem assassino de todos os tempos.

O fato ocorrido faz Eva registrar todos os massacres escolares dos últimos anos e chega a uma conclusão: nenhum foi tão quanto o realizado pelo seu filho. Kevin virou famoso e em uma das cartas escritas por Eva, ela relata que fizeram vários documentários sobre Kevin Khatchadourian, ou como ficou conhecido KK. E também fala sobre o último realizado, onde realizaram uma entrevista com ele, e nesse último ele diz que se não fosse ele a vida do país não seria nada, que todos amam ver, ouvir e julgar ele. Que todos deveriam agradecer a ele, e pagar o que várias produtoras ganharam em cima do que ele fez. E afirma não haver culpa e arrempedimentos. Mas quando a mãe pergunta ao filho o por quê de ser poupada para sofrer todas essas reviravoltas em sua vida? A resposta é prática e seca:
"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Porém, o pior (ou o melhor) do livro fica para o final. Nas últimas duas cartas, Eva nos mostra porque a família esta ausente, e dois anos depois de perder tudo Eva faz a última visita ao filho antes dele ser transferido para um presídio. Nessa última visita, ela pergunta o por quê dele ter feito o que fez, e ele responde pela primeira vez deixando a máscara no chão que não sabe se realmente sabia o porquê. E confirma que tudo que Eva desconfiou sendo como atitudes de Kevin era real, pois nesse último encontro ele devolve para ela a prótese do olho da irmã que retirou dela ao assassina-la. Kevin é um mostro, mas todos os monstros são humanos, e humanos tem sentimentos.

O que torna esse um livro grandioso é a forma com a autora consegue abordar o tema, sem necessesariamente colocar a culpa exclusivamente no assassino, ou sim. É um reflexão que ela deixa para o leitor, de quem é a culpa: da família? Da sociedade? Do assassino? De uma doença? ou simplesmente acontece?  Além disso, existe toda uma crítica para a nossa sociedade atual, Eva também reflete sobre os costumes das pessoas, como por exemplo, o hábito das pessoas de se meterem na vida das mulheres grávidas. Ela até diz mais ou menos que depois que a mulher fica gŕavida, as pessoas acham que ela e a criança são públicas.

Na última página, é revelando ainda mais, Kevin e Eva se perdoam pois entendem que ambos tiveram culpa no ocorrido. E Eva volta em fatos narrados nos primeiros capítulos, reflete sobre tudo o que viveu e escreveu e chega a conclusão que negou durante toda a narração, que apesar de Kevin ter feito tudo o que fez, ela o ama. Precisamos Falar Sobre O Kevin é um livro marcante e deve ser uma leitura obrigatória para todos.


"É só isso que eu sei. Que, no dia 11 de abril de 1983, nasceu-me um filho, e não senti nada. Mais uma vez, a verdade é sempre maior do que compreendemos. Quando aquele bebê se contorceu em meu seio, do qual se afastou com tamanho desagrado, eu retribuí a rejeição - talvez ele fosse quinze vezes menor do que eu, mas naquele momento, isso me pareceu justo. Desde então, lutamos um contra o outro, com uma ferocidade tão implacável que chego quase a admirá-la Mas deve ser possível granjear devoção quando se testa um antagonismo até o último limite, fazer as pessoas se aproximarem mais pelo próprio ato de empurrá-las para longe. Porque, depois de quase dezoito anos, faltando apenas três dias, posso finalmente anunciar que estou exausta demais e confusa demais e sozinha demais para continuar brigando, e, nem que seja por desespero, ou até por preguiça, eu amo meu filho."

sábado, 30 de agosto de 2014

Resenha: Anna e o Beijo Francês




Sinopse: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu envia-lá para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Étienne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 







Resenha: Anna é uma adolescente de dezessete anos que vive em Atlanta, tem sua mãe e seu irmão mais novo com que mora, sua melhor amiga Bridgette, um emprego em um cinema e um pretendente ao cargo de seu namorado, Toph. Ela sonha em continuar a trabalhar no cinema até acabar o ano e começar a faculdade de crítica do cinema. Mas seus planos são destruídos por seu pai, um famoso escritor egocêntrico que manda ela para estudar em colégio interno para norte americanos em Paris.

Anna odeia a mudança, ela está sendo deixada sozinha em uma cidade desconhecida que fala uma língua desconhecida. Mas chegar nos dormitórios do novo colégio, ela conhece Meredith, e já se tornam amigas. E depois de conhecer a Mer, ela conhece os amigos dela, Josh e Rashimi que são namorados e Étienne St. Clair o garoto mais bonito que ela já viu.

No começo do livro Anna, passa por dificuldades, primeiro por ser uma novata estudando no último ano, segundo por não saber a língua local (os alunos falam inglês por serem todos norte americanos, mas ela tem de aprender o francês para se comunicar além da escola), e ainda tem de lidar com um relacionamento a distância com a sua melhor amiga e com Toph. E para completar começa a nutrir sentimentos por St. Clair.

Étienne St. Clair tem vários problemas (1) ele namora; (2) é incrivelmente legal (3) Meredith apesar de amiga dele também o ama (4) Anna não pode te-lo. Mesmo que ele terminasse, Maredith estava lá primeiro, e na lógica de Anna, ela que tem o direito caso ele termine com Ellie.


Étienne é o tipo de garoto que toda garota deseja: é bonito, engraçado, inteligente, espirituoso, simpático e romântico.  E Anna sabe que está se apaixonando, porém ela se apega a esperança de ter um relacionamento com Toph quando voltar. Porém após o primeiro semestre St. Clair e Anna já são melhores amigos, ele a apresneta a Paris, a levando em vários pontos famosos da cidade e é ele que muda a vida dela em Paris quando conta que a cidade é famosa por seus inúmeros cinemas. Anna é apaixonada por filmes, principalmente os clássicos, e seu sonho é ser uma grande crítica de cinema. E passa a ir com muita frequência aos cinemas mais próximos.

A relação entre ela, e Étienne aumenta, porém uma série de eventos gera um conflito nessa amizade, que faz Anna questionar se eles poderiam ir além da amizade. E nás férias eles não param de se comunicar, o que aumenta o laço entre eles. E você como leitor vai torcer cada vez mais pelo casal como passar das páginas. Eles brigam a todo estante, e fazem as pazes na mesma velocidade, a cada dois passos para frente, um para trás é dado.

O livro mostra além dos conflitos de Anna e St. Clair, mostra também os conflitos dos personagens próximos a Anna, Josh e Rashimi estão brigando constantemente, Meredith é uma jogadora de futebol, St. Clair tem muitos problemas em casa, seu pai é uma espécie de monstro rico e influente e sua mãe é diagnosticada com câncer. Os conflitos com os novos amigos moldam Anna ao decorrer do livro, pois ela ainda está aprendendo a lidar com os novos amigos.

Anna e o Beijo Francês é narrado em primeira pessoa pela peronagem principal, e nos aprofunda de maneira correta nos sentimentos e conflitos de Anna. O livro é leve, bem humorado e ainda encontramos algumas palavras em francês. E como o romance de estreia da Stephanie Perkins, é um romance acolhedor e muito romântico. Seu personagens são cativantes, e os acontecimentos do livro são os tipos de acontecimentos que podem normalmente acotecer na vida real, levando em conta que acontecem em Paris. Anna se apaixonou perdidamente por Étienne na Cidade Luz, a cidade mais romântica do mundo, e você com toda certeza também irá se apaixonar; Você sabe o que é um Beijo Francês?



" - Se você pedir para te beijar, eu te beijo - diz ele.

Os dedos dele apertam a parte de dentro do meu pulso e arrebento em chamas.

- Beije-me - digo.
E ele me beija."

terça-feira, 1 de julho de 2014

Resenha: As vantagens de ser invisível

Sinopse: Livro de estreia do roteirista Stephan Chbosky, o romance vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento. As vantagens de ser invisível é ao mesmo tempo engraçado e atordoante. O livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências-, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephan Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a uma amigo que não se sabe se é real ou imaginário.

Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como protagonista que tem de assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar.


Resenha: Existem livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição. As vantagens de ser invisível é um desses livros especiais. Eu falo dele o mínimo possível e para um grupo muito seleto de pessoas. E por isso pensei seriamente em não fazer está resenha, mas aqui estamos, se considere importante.

Eu comecei a procurar esse livro assim que soube da sua adaptação para o cinema, onde teria Emma Watson e Logan Lerman como protagonistas. Eu procurei muito, mas a rocco já tinha retirado a primeira versão de circulação para substituir pelo livro com a capa promocional do filme. Eu não gosto de capas promocionais, mas eu queria muito ler esse livro e comprei assim mesmo. E logo quando comecei a ler.... amor à primeira vista.

As vantagens de ser invisível é o tipo de livro que agrada a todos os públicos de diferentes formas. E você o lerá mais de uma vez se tiver oportunidade, porque o Stephan Chbosky soube cativar leitores com essa obra.

O livro é uma espécie de coletânea das cartas escritas por Charlie para um anônimo, que juntas formam um diário. No início do livro é explicado pelo próprio Charlie que os nomes de todas as pessoas citadas (os personagens) para ninguém os reconhecer "na vida real", e explica também que o objetivos nessas cartas é desabafar com alguém que não julgue as suas atitudes. Nesses relatos, nós leitores nos aprofundamos  na história do Charlie, que na minha opinião foi um dos personagens mais amorosos e lindos que já foram escritos. Ele diferentes de muitos personagens é humano, o que o torna real.

As vantagens de ser invisível é escrito de uma forma simples e bonita, e aborda
temas como sexo, drogas, dramas familiares, primeiro amor, amizade, doença etc, mas de uma forma tão leve e pura que não chega a ser um drama pesado.

Todos os personagens do livro são especias de alguma forma, e todos como o Charlie são humanizados de uma forma brilhante pelo autor. Sam e Patrick são engraçados e divertidos, Bill o professor que estimula Charlie a escrever e a ler é atencioso, os familiares do Charlie são cuidadosos. E todos em algum momento do livro se tornam protagonistas na história. E isso é o legal no livro, que apesar do Charlie ser o protagonista/núcleo do livro, todos os outros personagens são complexos, cativantes e importantes quanto o Charlie. E mesmo assim eles não roubam o foco no livro. Eu tenho a opinião de quem faz um livro são os personagens, você pode ter uma história brilhante, mas se os personagens não cativar o leitor a história não adiantará de nada.

Além de tudo isso, o livro da ao leitor algumas dicas musicais, que se você não ouviu, deveria parar de ler a resenha agora e ir ouvir as músicas. Como por exemplo: Asleep do The Smith, Blackbird dos Beatles, Scarborough Fair do Simon & Garfunkel entre outras (Eu amo essas bandas e músicas porque o meu pai tinha cds deles, e quando eu era menor ele me colocava para dormir ouvindo eles.)



 "Acho que, de todas as pessoas, você entenderá, porque acho que você, entre todos os outros está vivo e aprecia o que isso significa. Pelo menos eu espero que seja assim., porque os outros por você em busca de força e amizade, e é tudo muito simples. Pelo menos foi o que eu soube.Então essa é a minha vida. 
E quero que saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."